segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eclesiastes 4:8-14 Cultivando amizade cristã!

Um recurso para o problema das tristezas e da solidão é encontrado nas bençãos do companheirismo. Os laços de união, amizade e comunhão religiosa são melhores que a solidão. O companheirismo ajuda a remover as dificuldades. Pela cooperação, muitas vezes vem o bom resultado nas atividades. O companheirismo tem muitas vantagens, pois Deus não nos criou para viver isolados uns dos outros (Pv 18:1).
A maior parte da vida humana é passada em contato com outras pessoas, seja por escolha, seja por imposição das circunstâncias. Relacionamo-nos com os familiares, amigos e as pessoas que nos oferecem ou a quem prestamos serviços (Is 41:6).
"Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho..." (Ec 4:9). Um investimento feito em conjunto geralmente tem uma melhor base de capital e, assim, uma maior chance de sucesso. Se um dos sócios for bem-sucedido, o outro pode compartilhar do fruto do seu trabalho. Se, todavia, ele falha, terá seu sócio para ajudá-lo. Ninguém triunfa sozinho, daí o próprio Jesus ter enviado seus discípulos de dois em dois, para realizarem a sua obra (Lc 10:1,9).
"Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante" (Ec 4:10). Se houver um acidente físico, material ou espiritual, o auxílio do companheiro será importante. O pensamento aqui vai além de um acidente comum; pode ser um lapso, um engano ou uma queda moral. Em qualquer caso de falha ou carência, a presença do amigo ajuda ou ameniza a situação (Gl 6:1).
"Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?" (Ec 4:11). A idéia do calor pode ser aplicada a toda boa relação humana, porém, a idéia óbvia aqui, é de matrimônio entre marido e mulher (Gn 2:23,24). Quando o casal se ama de verdade, um oferece assistência ao outro nas dificuldades. Mais adiante Salomão escreve que: "o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4:12). Muitos comentaristas acreditam que Salomão se refere ao marido e a mulher, que se tornam mais fortes ao terem um filho herdeiro. "Um cordão com três fios aguentará tensão maior do que aquele que só tem dois" (Sl 128:1-6). Há quem diga que o "terceiro fio" da corda representa Deus entre o casal (Ef 5:25-33).
Em Cristo,

                  Tarcísio Costa de Lima

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Culto nos Lares!

O culto doméstico visa arrebatar pessoas que caminham para o fogo do inferno, razão pela qual não devemos ficar surpresos quanto aos ataques do príncipe das trevas.

Assim sendo, o desejo do meu coração é que o material contido neste artigo possa ajudá-lo a compreender o propósito de Deus para a sua vida e ministério, pois acredito que cada membro é um “ministro” em potencial. Temos como alvo através de Culto nos Lares, que cada membro possa descobrir que tem valor, e que pode trabalhar na seara do Senhor.
A palavra “oikos” (- casa – no N. T.) aparece 107 vezes, das quais seis vezes referem-se a Culto nos Lares, usando uma casa para reunir-se periodicamente.
• Atos 5.42: A casa do convertido era usada como local de Adoração e Ensino, identificando-o como cristão na sua comunidade.
• Atos 20.20: Um programa equilibrado contém tanto a reunião de um grande grupo (templo), quanto a de um grupo pequeno reunido no lar.
• Romanos 16.5: Priscila e Áquila tiveram cultos em sua casa.
A igreja cristã de Roma era composta destes vários cultos nos lares.
• I Coríntios 16.19: Aqui temos Áquila e Priscila em Éfeso, com uma igreja em sua casa novamente.
Durante a semana a igreja se reunia nas casas e no dia do Senhor a grande celebração da festa do amor.
• Colossenses 4.15: Uma parte da igreja da cidade de Colossos se reunia na casa de Ninfa.
• Esta foi a fase da igreja cristã, onde houve o maior crescimento.
Creio que uma das razões era que a mensagem não estava desassociada da vida cotidiana dos seus membros. O alvo do culto doméstico é a família e vizinhança.
Hoje a média é de 3 a 4 pessoas numa família, sem nenhum parente por perto, por isso a vizinhança também entra no plano de evangelismo do culto doméstico. Peça à pessoa que cedeu a casa para o culto que convide seus vizinhos e amigos para este culto.
E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos. (Atos 10 : 24)
A Vizinhança: Há 50 anos, as pessoas viviam na mesma vizinhança por toda a vida, conhecendo e sendo conhecida.
Hoje a média é de uma mudança a cada cinco anos, tendo uma vizinhança totalmente estranha. Os grandes prédios produzem ainda maior distanciamento que as comunidades dos bairros. Mas a igreja pode e deve vencer esta barreira convidando seus vizinhos para o culto doméstico. Incentive os membros de sua igreja a fazer amizade na vizinhança, isso facilitará o convite. O versículo abaixo vai falar de um homem que tinha bom testemunho! Um crente com bom testemunho não terá problema em convidar alguém para um culto em sua casa!
E eles disseram: Cornélio, o centurião, homem justo e temente a Deus, e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse a sua casa, e ouvisse as tuas palavras. (Atos 10 : 22)
A Igreja e a família: Até a década de 60, a igreja era o centro da vida do seu membro e de sua família, do nascimento ao sepultamento. Hoje as coisas mudaram e precisamos incentivar a ida do povo à igreja ou até mesmo levar a igreja à casa da pessoa, e é ai que entra o culto doméstico. Há muitas possibilidades fora da igreja explore todas! A propósito o termo igreja vem do grego Eklésia que quer dizer tirados para fora.

O que é um Culto nos Lares?

O Culto nos Lares é uma reunião cristã intencional, com número reduzido de pessoas, que acontece regularmente em lares diversos ou repetidamente no mesmo lar, com o propósito comum de pregar o evangelho ou agradecer (ação de graças) onde cada crente descobrirá e crescerá numa vida abundante em Cristo.

Cuidados devidos em cultos nos lares.

• O dirigente responsável por estes cultos deve ter alvos, propósitos e objetivos muito claros de gerar novos crentes, e deve fazer isto com muita maturidade.
• Quando a igreja for numerosa será importante não levar muita gente a estes cultos para não por a pessoa dona da casa em apuros ou deixá-la preocupada quanto a acomodações.
• O horário destes cultos é de suma importância tanto para o início quanto para o término. O dirigente responsável deve ser rigoroso na observação deste pormenor. Minha experiência é que este culto deva começar depois das 20:00 horas quando ocorrer em dias de semana porque assim as pessoas da casa já terão tido tempo para jantar e preparar a casa para recepcionar os convidados e deve terminar as 21:00 horas para não transtornar a rotina das pessoas da casa.
• Quando o culto for se repetir no mesmo lar, fica a critério do dirigente em comum acordo com o dono da casa se a reunião acontecerá semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, de acordo com o propósito, necessidade e possibilidade dos membros que compõem o grupo.
• O pregador do culto nos lares não deve em hipótese alguma atentar contra a fé das pessoas daquela casa, falando contra sua crença suas imagens ou coisa desse tipo, o objetivo do culto nos lares é pregar Jesus e não converter alguém pela força.
• O pregador do culto nos lares não deve estender a preleção para não cansar o ouvinte.
• Um apelo deverá ser feito sempre ao final de cada culto.
• Uma oração pelas pessoas da casa deverá ser feita sempre ao final de cada culto.
• Esta oração deverá ser ministrada por um Pastor, caso haja um presente, e não havendo segue-se na escala hierárquica para baixo, (Evangelista, Presbítero, Diácono, Cooperador). • É necessário vigiar muito quanto a quem se dá oportunidades nestes cultos para não ocorrer o contrário do que já dissemos acima.
• O dirigente dos cultos nos lares deve instruir previamente os participantes que as oportunidades devem ser breves e objetivas, visando sempre levar aos ouvidos do pecador a salvação em Cristo Jesus.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” ( Atos 4:12 ).

•Deixar um folheto evangelístico para as pessoas da casa com endereço da igreja ao término do culto é sempre uma ótima idéia! Evangelizar a vizinhança com folhetos onde haja o endereço da igreja, antes após ou enquanto ocorre o culto no lar, é também é uma ótima idéia!
• Mulheres cheias do espírito Santo bem como homens são muito bem vindos a este tipo de trabalho, pois são a salvação em casos caóticos como os de possessão demoníaca e outros. (Você verá na prática)
• O uso de aparelhos sonoros, como caixas de som, guitarras etc. somente com permissão do dono da casa, pois pode ser que ele (a) se sinta constrangido ao perturbar a vizinhança com o barulho.
• Em caso do uso de aparelhos sonoros é de suma importância que o volume não exceda os limites de conforto para os ouvidos, o bom senso vai dizer qual o volume ideal. Caro dirigente responsável, esteja muito atento a este item, dele dependerá o sucesso do culto e o possível retorno ao lar.
• Os membros da igreja promotora do culto nos lares devem ter o objetivo e o acordo de praticar os procedimentos descritos neste manual para alcançarem o sucesso neste trabalho tão maravilhoso e não exporem o nome de Jesus ao ridículo.
• Os cultos nos lares devem ser abertos àqueles que não são convertidos e que desejam ter uma vida em Cristo, (afinal eles são nosso alvo). Se a residência for de fácil acesso à rua, obreiros preparados e cheios do Espírito Santo deverão se posicionar na porta de entrada ou portão para evitar entrada de pessoas indesejadas e garantir certa segurança ao evento. (Na prática você vai saber do que eu estou falando).
• Os cultos nos lares devem ser abertos também àqueles que são convertidos e que desejam uma vida cristã mais profunda. A vida abundante em Cristo e salvação são os propósitos de cada culto nos lares. Claro que este manual não pretende ser a solução dos problemas de culto nos lares nem quero dizer que tudo ocorrerá sem falhas só porque você seguiu o que está escrito aqui, pois o culto nos lares é algo que depende de Cristo e sua atuação sobrenatural, mas se seguir você será muito bem sucedido.

Vantagens dos cultos nos lares para a igreja local :

• Ela vai crescer com certeza, tanto em quantidade quanto em qualidade!

• Os Cultos nos Lares criam a possibilidade de atingir as necessidades de outros.
• Nos cultos nos Lares Deus trabalha em nossas vidas através dos outros. • Este tipo de trabalho é uma excelente se não a melhor forma para evangelizar.
• Fará com que a igreja produza um testemunho de evangelização em seu bairro. Dificuldades dos cultos nos lares para a igreja. Hoje a tendência é de relacionamentos superficiais, cabe ao pastor local ensinar à igreja a necessidade de relacionamentos profundos e de amizade para que a pessoa que cedeu o lar se sinta amada. Não há um modelo para isso, faça o melhor que puder. O sucesso dos cultos nos lares dependerá muito de um dirigente motivado internamente que seja cheio do Espírito Santo e que ouça o clamor das almas. O dirigente dos Cultos nos Lares precisa estar convicto do seu “Chamado Divino”, pois a sua motivação terá que vir de Deus. Lembre-se que você estará entrando e influenciando as vidas de outras pessoas, seja agradável, ser agradável não quer dizer absolutamente deixar de falar a dura verdade de Deus, mas falá-la com amor! Os Cultos nos Lares expõem cada pessoa que dele participa, revelando o nível de compromisso, espiritualidade e amor pelas almas que cada membro tem. Queria usar este tópico para dizer que aquele cafezinho, chazinho etc. após o culto devem ser combatidos (salvo por insistência do anfitrião) para não gerar nenhuma espécie de compromisso ou despesa por parte de quem cede a casa. Os Cultos nos Lares são uma experiência indubitavelmente enriquecedora, expresse seu entusiasmo, pois ao expressarmos o nosso entusiasmo, outros membros do grupo serão influenciados e transmitirão este entusiasmo a outros.

O objetivo do Culto nos Lares é gerar novos crentes e amadurecer os demais num ambiente favorável ao cumprimento da missão e da comunhão. Cultos nos lares é Missão!

Algumas necessidades do culto nos lares:

1. Espírito de equipe (O grupo é meu e eu sou do grupo).

2. Transparência (Expor qualidades e defeitos com todo o respeito é claro).

3. Influência (Ajudar outros a crescer).

4. Maturidade (Produzir crescimento).

5. Dois componentes são absolutamente imprescindíveis na formação de um bom ambiente. O primeiro é entusiasmo e o segundo é o amor. “Sem ambiente as coisas acontecem por mero acidente”.

Um grupo com comunhão

Ter alguém que nos ouça, nos compreenda e nos estimule é um tesouro de inestimável valor. Este é um dos objetivos pelos quais Deus nos chamou para fora de um mundo cheio de desamor e nos transportou para o reino do Filho do Seu Amor. (Cl. 1:13) expresse este amor com gestos e palavras e daqui a pouco você não terá mais como comportar as pessoas nos lares de tantos que serão aqueles que quererão te seguir!

A igreja foi constituída para, entre outras coisas, mostrar o calor da presença de Deus para os irmãos em Cristo e também para o mundo tão carente desse calor humano.

• O dirigente dos cultos nos lares deve produzir o melhor ambiente possível. Dar exemplo de comunhão e ir à frente na execução da missão.
• Qual o ambiente ideal para o Culto nos Lares? • O que deve acontecer no culto no lar? Perguntas como estas feitas à igreja farão com que você descubra o nível de conhecimento que a igreja tem a respeito desse tipo de trabalho.

Caso não descubra passe uma cópia desse manual para cada pessoa que sai ao campo com você! O nosso alvo, é que os Cultos nos Lares viabilizem o discipulado, colocando os crentes em ação, fora do templo! Aquela velha idéia da dependência do Pastor (embora reconhecidamente, sua ajuda é de fundamental importância) deve ser combatida, pois missão se faz com cada crente.

Agora você está pronto, comece então sem demora os cultos nos Lares! Porém antes de você começar quero perguntar? Você lê a Bíblia? Ela é seu livro de cabeceira? Ou você só a pega quando vai para a igreja?

• O que devo fazer para me preparar bem para este início?

• Ore, jejue, leia a Bíblia e mãos à obra!

Qualidades que o dirigente dos Cultos nos Lares Deve ter.

O primeiro dever do dirigente dos Cultos nos Lares é ser modelo dos discípulos!

Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. (II Timóteo 1 : 13).
Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. (I Timóteo 4 : 12)

• Ter vida devocional (Bíblia e Oração).

• Bom relacionamento familiar.

• Bom envolvimento com a Igreja local.

• Compromisso com discipulado.

Pessoas são a nossa matéria-prima. Temos que aprender a trabalhar com elas e amá-las. Para tanto, o dirigente dos cultos nos lares deve ser dedicado às pessoas. Finalizando sabe o que é o melhor desse manual? É saber que os dirigentes dos Cultos nos Lares não nascem prontos, eles são desenvolvidos e equipados. Deus não somente usa pessoas preparadas, mas prepara pessoas para usar! Aleluia!

Busque sempre o aperfeiçoamento.

• Saiba ouvir – Tiago 1.19.
• Fazer boas perguntas (exemplo de Jesus).
• Aperfeiçoar a participação do grupo nos cultos.
• Familiarizar-se com o nível espiritual em que está o grupo que te ajuda.
• Transmitir ânimo a ele.
• Comunicar cuidado, calor humano e confiança, jamais use palavras que vão baixar o moral do grupo sempre seja otimista, quando estiver em dificuldades busque ajuda do Pastor e principalmente do Sumo Pastor Jesus Cristo.
• Preparar-se bem para as reuniões
• Treine futuros dirigentes que possam te substituir!

Que Deus te abençoe muito nesta tarefa, eu creio que Deus te chamou, e você o que pensa sobre isto?

Responda para sua edificação:

Deus tem te chamado para fazer parte da liderança de Cultos nos Lares?

( ) sim ( ) não

Por que Evangelizar nos lares?

1. Este modelo de evangelismo foi praticado e proposto por Jesus aos seus discípulos e apóstolos (Lc 10.1-11):

Jesus comissionou seus seguidores à prática do evangelismo de casa em casa. Ele mesmo foi um praticante desse tipo de evangelismo. Diversos personagens do Novo Testamento tiveram suas vidas mudadas por Jesus depois da visita dele em suas casas: Zaqueu (Lc 9.5-11); Lázaro (Jo 12.21;Lc 10.38-48);
Esse método, depois da pregação ao ar livre, muito praticado por Jesus, foi um dos grandes responsáveis pela propagação do Reino de Deus nos tempos do Novo Testamento.

2. Vivenciado pelos apóstolos e discípulos (At 5.42; 20.20):

Os apóstolos e discípulos de Jesus cumpriram à risca as ordens de Jesus para levar o Evangelho de casa em casa. Eles foram constantes na prática de visitas e cultos nos lares dos salvos e dos que haviam de ser salvos pela pregação da Palavra de Deus. Paulo sabia o valor do evangelismo no lar e não perdeu nenhuma oportunidade de ganhar vidas para Jesus (At 10; 16.31-34).

3. Foi a base para a comunhão e o crescimento da Igreja primitiva (At 2.46; 5.42):

O evangelismo nos lares além de proporcionar salvação é uma ferramenta de comunhão da Igreja. Através dos cultos nas casas dos irmãos, muitas pessoas são salvas, o Senhor é glorificado e a igreja experimenta a verdadeira comunhão.

Prática:

- A realização de visitas e cultos nos lares são oportunidades indispensáveis para salvação de vidas, participe sempre que possível, esteja atento as atividades de sua igreja e faça a obra do Senhor;

Faça de uma casa um núcleo missionário, onde as pessoas poderão conhecer a Cristo e desfrutar da comunhão da Igreja e adorar a Deus;

Que Deus possa abençoar a todos quanto desejarem ser recebidos como bem aventurados, como verdadeiros pescadores de almas, que o desejo por almas seja mais atuante do que simplesmente ser um líder ou qualquer outro status que em nada nos justificará diante do bom Mestre se formos achados de mãos vazias, sendo assim cumpramos o ide com zelo e amor.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Eclesiastes 3:1-8 Tempo e Propósito!

Deus exerce absoluta administração sobre os tempos e as estações. Salomão fala que cada acontecimento nesta vida tem seu tempo próprio. Daí o cristão dizer a Deus: "Os meus tempos estão nas Tuas mãos" (Sl 31:15). Desde a época em que Deus criou os céus e a terra, Ele conhece o futuro em sua inteireza. O Senhor sabe como cada pessoa agirá e se merecerá recompensa ou punição, dependendo da forma como usou seu tempo (Ec 9:11).
Em Eclesiastes 3 Salomão enfatiza o efeito do tempo sobre a vida e o trabalho do homem. Ele organiza diversas composições poéticas entre os versículos 2 e 8, que alcançam todas as atividades humanas. Devemos entender que Deus, na Sua sabedoria e longanimidade está controlando o tempo, para dar a todos oportunidade de um encontro real de salvação com Ele (2ª Pe 3:9).
Salomão começa com os pontos mais importantes da vida: nascimento e morte. Nascemos quando Deus quer, onde Ele determina e como é permitido por Ele (Sl 139:13-18 ; Ec 11:5). "Tempos de plantar e de arrancar" podem referir-se a cultivar e depois colher os frutos úteis. Toda a vida humana depende do sucesso da agricultura que, por sua vez, depende de Deus. Da mesma forma forma como a natureza está sujeita ao controle divino, igualmente, o homem, feito imagem e semelhança de Deus (Dn 7:14 ; Mt 28:18).
Um tempo para matar, como sucede na guerra, nas vinganças dos vingadores do sangue, nas execuções e, talvez, na autodefesa (Nm 35:15-34). Mas também há um tempo para curar, tratar dos ferimentos, aplicar medicamentos que curem, e invocar o Senhor para eliminar alguma enfermidade (Sl 103:3). Deus cura literalmente (Is 38:5,21); figurativamente (Dt 32:39 ; Os 6:1); e espiritualmente (Sl 147:3). "Tempos de derribar" lembra-nos das cidades como Jerusalém, que foi destruída por Nabucodonosor (Jr 25:1-18). "Tempos de edificar" fala-nos da reconstrução da mesma Jerusalém no tempo de Zorobabel (Zc 4:8,9 ; Ag 2:1-23). "Tornarei a levantar a tenda de Davi ... e a edificarei como nos dias da antiguidade" (Am 9:11).
"Bem-aventurados são os que agora chorais, porque haveis de rir" (Lc 6:21b). Aqui, Jesus põe fim ao choro dos oprimidos. A igreja primitiva viu nisso uma promessa espiritual, aplicando-a aos que lamentam seus pecados, os quais experimentam consolo espiritual (At 3:37,38). Tempos de prantear e de saltar de alegria falam-nos dos tempos de tristeza e de alegria. Todas as adversidades vêm sob a permissão de Deus: tempos de tristeza, alegria, vitória, festas, prazer, enfermidade, boa saúde, etc. (Rm 8:31-39 ; Fp 4:11-13).
Deus coloca no coração do homem a capacidade de entender o mundo, sua beleza, ordem e seu tempo (Rm 1:19,20). O Senhor lhe deu uma perspectiva eterna para que este possa mirar além da rotina da vida (Ec 3:11). Apesar disso, não revelou ao homem todos os mistérios da vida. Embora o homem não possa entender a totalidade do plano de Deus, nada há melhor a fazer do que decidir fazer o bem (Ec 3:12-14).
Em Cristo,

                 Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eclesisates 2:1-10 Bens terrenos não trazem felicidade!

Tendo fracassado em sua capacidade intelectual, Salomão voltou-se para os prazeres seculares como possível manancial de alguma satisfação. Ele se serviu de vinho, música, casas luxuosas, edifícios e jardins. E embora essas coisas lhe proporcionassem prazeres momentâneos, não lhe concederam satisfação duradoura, pois sempre estava procurando algo novo para fazer.
Os prazeres deste mundo presente produzem valor efêmero. Eles não possuem nenhuma substância real ou propósito, com efeito somente enquanto alguém se entrega a eles. Tão logo o entretenimento termina o sentimento de euforia passa. Aqueles que "têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco" (2ª Pe 2:13), recebendo o galardão da injustiça.
"Ora, vem, eu te provarei com a alegria" (Ec 2:1). Salomão está dizendo, aqui, o seguinte: "Fiquemos à vontade para obtermos a felicidade através dos prazeres". Ele inicia uma busca desenfreada e imoral pela satisfação, indo a todos os lugares onde haviam bebida, comida e satisfação carnal, descobrindo um estilo de vida vazio. Salomão procurou a felicidade nos bens materiais e transitórios e, quando conseguiu tudo que desejaram seus olhos, concluiu que "tudo era vaidade" (Ec 2:10,11 ; Jr 2:13).
"Do riso disse: Está doido" (Ec 2:2). Salomão já não tinha fé num Deus em quem sempre confiou. Por não encontrar significado na sua forma de vida desenfreada, passou a buscar prazer nos entretenimentos, entregando-se a toda forma de prazer carnal. Depois de ter experimentado cada um deles, concluiu que "tudo na vida não tem utilidade". Ele já havia chegado a esta conclusão em Provérbios 14:13: "Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza", pois "comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão à luxúria, mas não se multiplicarão; porque deixaram de atentar ao Senhor" (Os 4:10).
"Busquei no meu coração como me daria ao vinho" (Ec 2:3). Salomão passa a conhecer a embriaguez. Uma vez embriagado, se entregava a toda espécie de desvario. Ele estava fazendo experiências com prazeres mundanos e se tornando um rei vulgar. Antes, era um homem moderado, mas ao fazer uso do vinho, perdera o controle. A lei de Deus já não era mais o seu guia. Suas paixões lhe diziam o que fazer. A Bíblia condena os vícios em suas variadas modalidades (1ª Co 5:11).
Salomão perdeu o entusiasmo enquanto pensava na vaidade da vida. Desencorajado, desprezou a própria existência, bem como suas obras. Ele se entristeceu por haver nascido, tornando-se tão negativo, que nenhuma academia decente gostaria de tê-lo como mestre, e nenhuma igreja gostaria de tê-lo como pregador. Que possamos cuidar para que não nos tornemos pessimistas como Salomão.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eclesiastes 1:13-18 O pessimismo de Salomão!

Eclesiastes significa indivíduo que convoca uma "assembléia religiosa" (Nm 10:7) ou alguém que é "pregador". Este livro fala do pessimismo de Salomão, o autor. Pessimismo é uma disposição de espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior. Salomão apresenta sua experiência de frustração e diz que é dever de todo homem "temer a Deus e guardar seus mandamentos" (Ec 12:13).
Salomão confiou fortemente em sua sabedoria, esperando que, pelo fato de acumular muitos cavalos, o povo não retornaria ao Egito, e que suas muitas mulheres não o levariam a se perder (Dt 17:14-17). No entanto, é registrado em 1º Rs 11:3: "Suas mulheres desviaram seu coração". Quando se confia demasiado na própria sabedoria e não se mantém afastado das proibições divinas "vem muita aflição e aumento da dor". Salomão desagradou a Deus e, por isto, chegou à velhice em meio a frustração e pessimismo (Ec 12:1,2).
Os tesouros terrenos são úteis apenas para serem desfrutados e usados como meios para a realização das boas ações (1ª Tm 6:17,18). Não existe nada melhor nos dias da vida do homem que a alegria experimentada quando se pratica uma boa ação, recebendo a recompensa (Ec 9:10 ; Hb 6:10). Salomão fala da natureza transitória da prosperidade e diz que a posse de bens é determinada pelo tempo. O pessimismo é um estado doentio da alma e, como tal, não pode ser resolvido com acúmulo de bens.
Eclesiastes 2:24-26 fala de uma vida de confiança: "Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus" (v.24). Salomão põe de lado o pessimismo e mostra a ação de Deus na sua própria vida. O segredo não é só aproveitar as coisas materiais, mas lembrar-se da obra de Deus: "Pois, separado deste (Deus) quem pode se alegrar?" (v.25). Somente com temor de Deus alguém pode ser feliz (v.26). Devemos priorizar Deus em toda nossa existência (Mt 6:33), pois só assim poderemos desfrutar da verdadeira vida abundante (Jo 10:10).
É Deus quem determina tempos e estações. Tudo tem seu lugar na ordem do tempo, e Deus controla os acontecimentos, ordenando aos homens que cumpram os propósitos divinos (Rm 8:28). O homem não pode evitar as determinações do tempo. Não pode escolher a hora de nascer, de morrer, de chorar, de rir etc. Deve, com humildade, receber o que Deus propõe em tudo nesta vida. O otimismo surge quando vemos Deus no controle de tudo (Fp 4:19).
O propósito de Deus é que tenhamos uma vida plena de alegria, mas o segredo desta conquista é a oração. Oremos para que a nossa alegria seja completa.
Em Cristo,

                 Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Jesus: o Deus Maravilhoso!


Quão precioso e deleitável para nossa alma é encontrar o capítulo cinco do Evangelho de Marcos, quando procedemos à nossa leitura devocional.
Bem que poderíamos chamá-lo de o capítulo da vitória sobre os desafios impossíveis.
Os enfermos de corpo e alma encontram em seus versículos um lenitivo superior e uma luz que se abre no fim do túnel de sua desesperança.
O capítulo relata 3 milagres muito especiais operados pelo poder sobrenatural de Jesus Cristo, milagres que envolvem um senhor, uma senhora e uma jovenzinha.
O senhor estava possuido por demônios; a senhora estava gravemente enferma e desenganada dos médicos e a jovem estava morta.
Demônios, doenças incuráveis e morte sempre desafiaram a humanidade, ao longo dos milênios. Problemas de ontem, de hoje e de sempre. Desafiaram também Jesus, mas foram por Ele vencidos.
O homem era acusado de deficiências mentais; a senhora sofria a discriminaçao social e legal; a jovem fora despedida da vida terrena e seu corpo estava prestes a ser conduzido ao cemitério.
Este capítulo deixa claro que o Senhor Jesus possui soberania total sobre todos os problemas que ocorrem nesta vida.
À medida que navegamos nas águas profundas da descrição dos fatos estampados em Marcos 5, nos maravilhamos com o operar divino do Mestre Querido.
Jesus atuou como Psiquiatra Divino, como Divino Cirurgião e como Pediatra Eterno..
Estimulo o meu leitor ou leitora a tomar algum tempo na observação dos detalhes de cada milagre, nas circunstäncias que os cercam e nos movimentos, tanto de Jesus quanto dos Seus circunstantes.
O homem era dominado por uma legião de demônios que o martirizavam; a mulher se encontrava exaurida, estressada e tomada de desesperança, pois havia se consultado com todos os médicos possíveis, sem resultado algum. Os pais da menina, extremamente abatidos, suplicavam o milagre da ressurreição.
Um milagre aconteceu com uma pessoa que estava caminhando sem destino; outro, com alguém que foi em direção ao Mestre e o terceiro, na casa da paciente.
Em dois casos houve uma multidão que assistiu todo o episódio do milagre. No terceiro, apenas um grupo reduzido de pessoas. Jesus sabia quando a multidão deveria ser privilegiada com o testemunho de Suas operações, mas também sabia quando a mesma multidão se convertia em impedimento espritual.
A jovem recebeu o milagre, estando fora de si; a mulher, tocando a Jesus por trás e o gadareno enquanto sofria sob o efeito aterrador dos demônios. Nos 3 casos, prevaleceu a autoridade de Cristo, aliada a sua inexcedível misericórdia.
O endemoninhado foi curado de longe; a mulher do fluxo foi curada por haver tocado Jesus e a jovenzinha ressuscitou depois que Jesus a tocou.
O gadareno vivia em miséria, a menina era filha de pessoas abastadas e a mulher havia empobrecido por haver usado sua fortuna com médicos e hospitais.
Jesus venceu os desafios em todas as áreas: social, física, emocional e espiritual.
Milhares de pessoas atualmente experimentam os mesmos problemas que envolviam os personagens de Marcos 5.
É salutar poder informar que Jesus continua o mesmo. Seu poder não muda. Sua compaixão é igual.
Basta crer Nele e ir em Sua direção.
Com certeza o milagre acontecerá outra vez.

Jesus: o Deus que cura!


Enfermidades existem desde que o pecado entrou no mundo.
Antes disto, somente havia saúde e bem-estar.
Se Adão e Eva não houvessem pecado, jamais teriam sofrido qualquer tipo de enfermidade.
Enfermidades se tornaram presentes em todos os tempos, todos os lugares, todas as pessoas e todas as áreas da vida.
Por causa disto o mundo está cheio de hospitais, de farmácias, de médicos e de medicamentos.
As doenças podem surgir por desobediência às leis naturais, às regras de higiene e aos princípios de bom senso.
As doenças têm muito que ver com bactérias, vermes, vírus e germens, os quais estão em toda parte.
Existem doenças que afetam o espírito e/ou a alma e/ou o corpo.
Já que o pecado é a causa principal e maior das enfermidades, Jesus nos purifica do pecado, a fim de remover a causa. João 1.29.
Jesus tem poder sobre todas as enfermidades, pelo que devemos buscá-Lo sempre que necessitarmos.
 Seu sacrifício no Calvário assegura-nos o direito amplo de cura, saúde, bem-estar e felicidade.
 A Bíblia declara que “a oração da fé salvará (curará) o enfermo”.
Enfermos podem ser curados através da oração da fé, da Palavra da Deus, da imposição de mãos, da unção com óleo, da manifestação dos dons de curar, etc.
Que o Senhor continue a erradicar as enfermidades do meio do Seu povo.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Objetivos na busca ao Senhor!

Lamentavelmente é quase incalculável o número de pessoas que não se interessam por buscar a Cristo, quer para estabelecer comunhão, quer para tentar a solução de seus problemas.


Muitos não O buscam porque O ignoram. Outros, porque não O conhecem adequadamente. Ainda outros porque caprichosamente insistem em não depender Dele. Finalmente, há os que são indolentes, desmotivados e deixam o tempo e todas as oportunidades se perderem.

Examinando as Escrituras, podemos encontrar uma resposta à seguinte pergunta: quais as razões que devem levar uma pessoa a buscar a Cristo?

Herodes buscou a Cristo sob a influência da narrativa dos magos e sob o temor de que o recém-nascido viesse a ser um competidor, Mt 2.

O cego de Jericó buscou a Cristo na convicção e na esperança de que seria sua última oportunidade para não morrer cego, pois estava convencido de que o Filho de Davi o curaria.

Os fariseus 0 buscavam porque queriam encontrar algum motivo de acusação a fim de O condenar e, por consequência, se sentirem livres de Sua santa influência em seu caminho tortuoso.

Muitos O buscavam para saciar sua fome, e infelizmente não sabiam dar prioridade à intensa fome espiritual de suas almas, Jo 6.

Maria O buscava, a fim de prostrar-se aos Seus pés e conceder-Lhe a adoração que Ele sempre mereceu e merece Jo 12.

Os magos O buscaram para adorá-lo, visto que estavam conscientes de que Ele havia nascido Rei e seria o realizador das suas milenares esperanças, Mt 2.

Os principais dos sacerdotes O buscavam para prendê-lo, indiferentes ao fato de que estavam buscando sua própria condenação, Jo 11.57.

Isaias nos exorta a O buscarmos enquanto O pudermos achar, Is 55.6.

Dileto leitor e amigo, que razão te leva a buscá-Lo?

Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima




quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Josué 10:12-15 O Senhor peleja por Israel!

Josué, desde sua entrada em Canaã, enfrentou os cananeus e os derrotou. Mas agora, uma nova realidade surgiu. Quando Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, soube da aliança com os gibeonitas, uniu-se a mais quatro reis dentre os amorreus e decidiu praticar um massacre (Js 10:5). Entretanto, para vencê-los Josué precisava de tempo, por isso clamou para que o sol e a lua se detivessem até que ele vencesse seus inimigos (Js 10:12). O milagre deste dia foi confirmado pela ciência, como prova de que Deus atendeu a voz de um homem.
O povo de Deus sempre presenciou milagres operados mediante o poder de Deus. Ao brado de fé de Josué, o Senhor fez para o sol e a lua, numa desmonstração clara de que estava com ele naquela batalha, dando mais uma grande vitória aos filhos de Israel (Js 10:13).
Em meio a peleja Josué sentiu que precisava de mais tempo. O que ele fez? Orou ao Senhor: "Então falou Josué ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel..." (Js 10:12). O apóstolo Tiago escreveu: "...a oração feita por um justo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Josué 24:14-17 Escolhei hoje a quem sirvais!

Josué é uma das figuras mais belas e exemplares do Antigo Testamento. Sua vida deve servir de estímulo a todos nós que escolhemos servir a Deus em meio a tanta idolatria. Em Israel Josué se levantou com uma palavra de ordem e decisão: servir ao Senhor juntamente com toda a sua casa, ainda que isso lhe custasse o isolamento do povo. Entretanto, suas palavras acharam lugar naqueles corações duros e rebeldes, e assim Josué obteve a vitória desejada.
Após aconselhar os filhos de Israel, Josué tomou uma posição espiritual diante do desvio da nação: "eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24:15). Em nossa caminhada espiritual precisamos tomar decisões, pois delas dependem nossa vitória ou derrota. Josué escolheu servir ao Senhor. Que esta seja a decisão do povo de Deus hoje! (Sl 100:2).
Josué sabia que naquele momento não podia tomar decisão por Israel, pois diante de Deus cada dará conta de si (Rm 14:12). Durante sua vida, Josué tomou muitas decisões em favor do povo de Deus, mas agora, já velho, diante do desvio espiritual de Israel, Josué tomou uma decisão pessoal (Js 24:15). Ainda hoje o Senhor espera nossa decisão pessoal, a fim de nos abençoar com toda nossa família (At 16:31).
Dentre todas as decisões tomadas na vida de Josué, esta era a mais espiritual: servir ao Senhor. Às vezes tomamos decisões em nossas vidas que não dizem respeito ao serviço divino, são decisões puramente humanas (Gn 13:11). Mas a decisão de Josué até hoje ainda fala ao povo de Deus: "escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24:15). Se escolhermos ao Senhor tomamos uma decisão espiritual que mudará todo o curso de nossas vidas (Mt 2:11,12).
Josué estava diante do Deus de Israel e diante de todo o povo (Js 24:1). Sua decisão naquele momento não era algo passageiro, mas era para sempre: "eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24:15). Ele deixava claro que desejava servir a Deus para sempre. A visão de Josué transpunha os portais da eternidade, onde estaremos para sempre com o Senhor (1ª Ts 4:17). Que o nosso serviço para Deus não se limite apenas a uma dispensação (1ª Co 9:17).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Josué 20:1-6 As cidades de refúgio!

Nas cidades de refúgio vemos a preocupação de Deus com a preservação da vida daquele que acidentalmente causou a morte de seu semelhante, enclausurando-o nestas cidades para livrá-lo do vingador. Tudo isto simbolizava Jesus, o refúgio perfeito, onde podemos hoje nos abrigar da fúria de nosso inimigo maior - Satanás.
As seis cidades de refúgio mencionadas na Bíblia têm um profundo significado espiritual. Estas cidades são uma imagem de Cristo, em quem encontramos o refúgio que nos salva da ira de Deus: "E será aquele Varão como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta" (Is 32:2).
Cada cidade indica o que encontramos em Cristo. Cades, ao norte, significa Santo. Quem se refugia em Jesus torna-se santo, pois santidade é a vontade de Deus para nossa vida (1ª Ts 4:3). Golan, também ao norte,  significa Gozo, que é o que encontramos quando aceitamos Jesus como nosso Salvador (Jo 15:11).
No centro está Siquém, que significa Ombro, lugar que suporta o peso. Encontramos em Jesus um ombro amigo que nos ajuda em nossa caminhada cristã (Mt 11:28-30). E também se localiza Ramote, que significa Exaltado, mostrando nossa nova posição em Cristo, nas regiões celestiais com os principes do seu povo (Sl 113:8 ; Ef 1:3).
No sul encontrava-se Hebron, que significa Comunhão, uma característica dos salvos em Cristo (Sl 133), e Bezer, que significa Fortaleza, é o que recebemos em Cristo para vencermos nossos terríveis inimigos (Ef 6:10).
Deus, na Sua misericórdia, reservou para os filhos de Israel cidades que oferecessem segurança e proteção para alguém que ferisse seu irmão sem intenção, pudesse escapar. Desta maneira o Senhor concedia uma oportunidade de julgamento e oportuna reconciliação. Isto alegra nossa alma, pois vemos Cristo simbolizado nestas cidades, trazendo-nos tudo o que necessitamos para nossa vitória espiritual.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Josué 13:1-7 Conquistando Novas Terras!

Durante aproximadamente 7 anos Josué continuou na liderança do povo de Israel e das suas guerras de conquista. Até a data da sua morte todas as principais batalhas foram travadas e ganhas. Após o sucesso dessas batalhas por Israel, a terra de Canaã foi finalmente demarcada e dividida, conforme as diretrizes divinas, mas cada tribo lutou pela posse do seu território. As terras a serem conquistadas faziam parte do plano divino dito a Moisés por Deus (Êx 23:29,30).
A declaração de Deus a Josué nos mostra a importância da conquista na vida de Israel. Talvez para o povo, agora na sua nova pátria, tudo estivesse bem. Entretanto Deus disse a Josué: "Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir" (Js 13:1). A palavra do Senhor a Josué nos adverte que muitas vezes deixamos o tempo passar e não alcançamos as vitórias que Deus deseja para nossa vida espiritual.
Josué recebeu de Deus uma séria advertência acerca da terra de Canaã: muita terra ficou para conquistar. A promessa de Deus aos patriarcas era de que Israel possuiria toda a terra (Gn 13:14,15), e não simplesmente uma parte dela. Josué e os filhos de Israel haviam falhado, e agora o Senhor reclamava acerca disto. Na vida espiritual devemos lutar por todas as promessas de Deus em nossa vida, através de Jesus Cristo (2ª Co 1:20).
As promessas de Deus são tão grandes quanto a Sua pessoa (Ef 3:20). Deus havia revelado aos pais de Israel uma grande nação e um grande povo (Gn 13:16). E, agora, Deus dá a descrição do que ficou para Josué, revelando a grandeza da terra de Canaã (Js 13:2-6).
Os filhos de Israel falharam ao deixarem alguns povos em Canaã: "Porém os filhos de Israel não expeliram os gesureus, nem os macateus; antes Gesur e Macate habitaram no meio de Israel até ao dia de hoje" (Js 13:13). Certamente esqueceram-se dos mandamentos de Deus quando Ele disse: "Mas se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar deles vos serão por espinhos nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas ilhargas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes" (Nm 33:55). Que o Senhor nos livre de deixarmos algo em nossos corações que nos impeça de alcançar a plenitude da vida espiritual.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Josué 8:3-8 A tomada de Ai!

Após o fracasso na primeira tentativa de conquista de Ai (Js 7:4,5), era chegado o momento dado por Deus para que aquela cidade fosse conquistada. Isto ocorreu porque o povo havia retirado a maldição que havia caído sobre ele devido ao pecado de Acã, e também se santificado. Agora que o mal havia sido eliminado, o povo podia ter a garantia de vitória. Quando o povo está em perfeita harmonia com os desígnios de Deus tudo se torna fácil, mesmo porque tudo aquilo que Deus havia prometido, através de Moisés, iria se cumprir.
Josué agora estava mais cauteloso na tomada de suas posições. Deus encorajou-o dizendo que tomasse todos aqueles que estavam disponíveis para a guerra (Js 8:3). Posição bem diferente daquela que Josué havia anteriormente tomado, menosprezando o potencial do inimigo, e saindo derrotado.
Em todas as coisas Deus nos ensina lições preciosas. A diferença entre os acontecimentos de Jericó e Ai é que em Jericó Deus ordenou os acontecimentos para que Israel conhecesse o Seu poder, e em Ai para que o povo tomasse conhecimento de sua própria fraqueza. Entretanto, tanto em um como em outro caso, o poder de Deus não se alterou.
Deus havia dito a Josué que todo aquele povo estaria em suas mãos (Js 8:1). As restrições sobre os despojos, que tinham estado em vigor e haviam levado Acã à morte, já não vigoravam. Agora os despojos e todo o gado seriam para o povo de Israel. Na tomada de Jericó nada deveria ser saqueado, porém em Ai o povo foi autorizado por Deus a se apossar de tudo que pudesse (Js 8:2). Deus muitas vezes nos testa antes de nos permitir gozar de bençãos.
A estratégia dada por Deus para a conquista de Ai foi diferente. Enquanto em Jericó o povo rodeou o muro, em Ai seria feita uma emboscada por detrás da cidade (Js 8:2). O exército montado por Josué era composto por 30.000 homens valentes e valorosos (Js 8:3), que foram enviados de noite. Josué também se acautelou quando colocou 5.000 homens entre Betel e Ai, para se prevenir contra uma possível ameaça que poderia vir de Betel (Js 8:12). Era grande a confiança de Josué na estratégia divina.
A forma que Deus determinou para a conquista de Ai, após a derrota na primeira tentativa, fez com que Israel, agora vitorioso, ficasse em condições de prestar culto a Deus através do altar (Js 8:30,31).
Somente Deus tem a estratégia para nossa vitória espiritual. Através de Sua Palavra Ele nos guia por Sua santa vontade. Josué deixou este grande exemplo, buscando ao Senhor, sendo vitorioso diante de seus inimigos e triunfando sobre eles (Js 8:26). Jamais desprezemos o conselho divino para nossas batalhas espirituais, pois o Senhor conhece melhor do que nós a astúcia do inimigo.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Josué 7:1,12,13,15 O pecado de Acã!

Israel acabava de conquistar, sob orientação divina, a cidade de Jericó. Deus havia demonstrado mais uma vez o Seu poder, após a travessia do Jordão. Diante destes dois significativos milagres o povo realmente estava consciente de que Deus estava com eles, e que Josué era um verdadeiro comandante que estava sob a plena e perfeita vontade de Deus. As conquistas deveriam continuar, pois havia ainda muita terra em Canaã para ser possuída, e isto fazia parte da promessa de Deus a Israel.
Em sua estratégia o comandante josué enviou alguns homens a Ai para espiar a terra (Js 7:2), da mesma forma como havia enviado espias à cidade de Jericó. Os espias voltaram de Ai um tanto presunçosos, achando que seria muito fácil conquistar aquela gente, cuja população chegava a 12 mil habitantes. Disseram a Josué que não havia necessidade de levar todo o povo para a batalha, tão somente 2 a 3 mil homens seriam suficientes (Js 7:3).
Diante da decisão humana não houve a interferência de Deus. Creio que a vaidade e o espírito de grandeza havia possuído alguns corações, até mesmo o de Josué, que, sem consultar a Deus, tomou a iniciativa própria de enviar cerca de 3 mil homens (Js 7:4). Toda vez que vamos enfrentar um inimigo, independente de como as circunstâncias se apresentam, devemos sempre antes de tudo, consultar a Deus (2º Sm 5:19).
Josué havia se esquecido de Gilgal, lugar onde foi levantado o altar após a travessia do Jordão; lugar do primeiro acampamento de Israel em Canaã; lugar onde Josué circuncidou a todos os homens que nasceram durante os 40 anos no deserto (Js 5:1-9); lugar onde foi celebrada a Páscoa (Js 5:10); lugar onde estava a Arca do Concerto. Enfim, Gilgal era o lugar onde estava a benção do Senhor para o povo de Israel.
Josué, que tinha sido até alí um tipo de Cristo, agora está buscando a misericórdia do Senhor (Js 7:6). Para Josué o resultado da desobediência foi imediato, muito embora outra coisa também já houvesse desagradado a Deus - a prevaricação de Israel quanto ao anátema de Jericó (Js 7:11). Os homens enviados por Josué à cidade de Ai saíram derrotados, sendo que 36 deles foram mortos.
Acã, além de roubar, cometeu sacrilégio. Ele disse: "...vi...cobicei-os...tomei-os...escondi..." (Js 7:21). Ele sabia da ordem do Senhor quanto aos despojos de Jericó, onde todo o ouro, toda prata, os vasos de metal e de ferro seriam consagrados, indo para o tesouro do Senhor, sendo que tudo o mais seria queimado no fogo (Js 6:24). Acã foi traído pela concupiscência dos olhos. Devemos tomar cuidado com tudo aquilo que é consagrado ao Senhor.
Em Cristo,

               Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Josué 6:1-5 A tomada de Jericó!

Canaã foi conquistada pelos israelitas em três guerras, durante um período aproximado de sete anos. Jericó é chamada de Cidade das Palmeiras (Dt 34:3 ; Jz 3:13), visto que estava rodeada de palmeiras e situada em um verde oásis no vale do Jordão. Era cercada de muros, e naquela oportunidade estava fechada - ninguém saía e nem entrava (Js 6:1). A cidade tinha uma área de aproximadamente 32 km². Era uma cidade-fortaleza. Seus muros tinham cerca de 9 metros de altura e 6 metros de espessura. Jericó era considerada uma cidade invencível. A chave de toda a estratégia bélica de Josué era a conquista de Jericó, visto que ficaria demonstrado que o Deus de Israel era superior aos deuses cananeus.
Josué recebeu a visita do Príncipe do Exército do Senhor (Js 5:14). O anjo lhe ordenou para que tirasse as sandálias dos pés, visto que o lugar em que estava era santo (Js 5:15). Aqui fica claro que, antes de entrarmos em qualquer batalha, temos que estar em perfeita santidade com Deus. Nada adiantará lançarmos mãos de nossos próprios recursos. Se assim fizermos, a derrota é certa. Somente Deus pode nos garantir a vitória.
Era chegado o sétimo dia, dia em que o Senhor havia determinado que a cidade fosse rodeada por sete vezes (Js 6:4). Seria um dia de muito mais trabalho que os dias anteriores, quando a cidade foi rodeada por apenas uma vez. Neste dia todos madrugaram para iniciarem a marcha decisiva.
Após a cidade ter sido rodeada pela sétima vez, as trombetas foram tocadas longamente (Js 6:5). Então, sob o comando de Josué, o povo gritou de uma forma nunca antes vista, pois Josué naquele momento, declarou: "O Senhor vos tem dado a cidade!" (Js 6:16). Deus tem preparado o momento exato para entregar a vitória ao seu povo.
No instante que o povo de Deus gritou, os muros da cidade ruíram de uma forma esplendorosa, tendo o povo tomado a cidade. Eles haviam se posicionado para executar o juízo de Deus (Js 6:20), exterminando tudo o que havia em Jericó, com exceção de Raabe e sua família, como haviam prometido os espias quando ali estiveram (Js 2:14). Diante do juízo, Josué avisou ao povo que Jericó seria anátema ao Senhor, isto é, tudo que alí existia seria destruído pelo fogo, ficando tão somente reservado a prata, o ouro e os vasos de metal e de ferro, para o tesouro da Casa do Senhor (Js 6:24).
A destruição total dos cananeus era necessária para salvaguardar Israel da destruidora influência da idolatria e do pecado daqueles povos. Deus sabia que se aquelas nações ímpias continuassem a existir, os israelitas seriam facilmente influenciados e levados às práticas abomináveis ao Senhor (Dt 20:18).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Josué 3:13-17 A travessia do Jordão!

A Bíblia nos mostra que a travessia do Jordão foi um momento crucial para o povo de Deus. Josué estava confiante em Deus em primeiro lugar, bem como na resposta trazida pelos espias fiéis "certamente o Senhor nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e todos os seus moradores estão desmaiados diante de nós". Como é bom confiar em Deus. Chegara o momento de avançar para junto do Jordão. Por ordem de Josué o povo marchou e acampou próximo do jordão. Restava agora a travessia.
O povo só deveria deixar o lugar quando observasse que os sacerdotes levitas estavam conduzindo a Arca. Este era o sinal para a partida. A Arca configurava a presença do Deus vivo no meio de Israel (Js 3:10).
Para o início da caminhada deveria ser observada uma distância mínima de aproximadamente 900 metros (2.000 côvados) entre a Arca e o povo, uma vez que todo o povo deveria ver a Arca (Js 3:4). Esta distância era para que também o povo pudesse ver o caminho que estaria trilhando, lembrando que o Deus Todo Poderoso estava presente. Tudo foi feito para incutir neles o fato de que o rio fôra cortado pela presença da Arca. Sempre que avançamos por um caminho desconhecido, a Arca da Aliança, que simboliza Cristo, deve nos preceder (Is 52:12).
Josué exortou o povo a se santificar antes da partida (Js 3:5). Este ato de santificação demonstrou que Deus só iria operar poderosamente em favor de Seu povo, se este estivesse intimamente puro e em harmonia com a Sua vontade. Antes de pedirmos para que Deus opere sinais e maravilhas em nosso meio, precisamos verifivar se nosso coração é limpo e se nossos desejos estão verdadeiramente sob a orientação do Espírito Santo.
Josué ordenou que os sacerdotes tomassem a Arca e começassem a caminhada. Neste momento, o Senhor mais uma vez confirmou a Josué a sua disposição de continuar abençoando-o na liderança do povo, assim como aconteceu com Moisés (Js 3:7). Também foi dada ordem para que os sacerdotes, ao chegarem à borda das águas do Jordão, parassem (Js 3:8). Era primavera, e o rio havia crescido com o degelo da neve do monte Hermon, e isto era uma grande dificuldade para os hebreus. O Jordão transbordava e era grande a correnteza de suas águas, dificultando tremendamente qualquer tipo de travessia.
O milagre do Jordão serviria para semear o terror nos inimigos de Israel e para dar testemunho a todos os povos do poder e da fidelidade de Jeová (Js 4:23,24 ; 5:1). De acordo com a determinação divina (Js 3:8), os sacerdotes que estavam levando a Arca, ao chegarem a borda do rio Jordão, pararam. Somente um Deus fiel e poderoso se atreveria a tamanha façanha.
A passagem do Jordão exalta o poder de Deus na vida do Seu povo Israel e aponta para nossa vitória em Cristo (1ª Co 15:57). Tudo começou com a santificação do povo de Deus para que uma grande maravilha pudesse ser realizada no meio de Israel (Js 3:5). A lição de Israel mostra-nos que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12:14), pois ela é imprescindível para o dia do arrebatamento da igreja (1ª Ts 5:23).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Josué 2:1-7 Raabe e os espias!

Josué enviou dois espias para secretamente examinar a terra, principalmente Jericó, ponto estratégico para a conquista de toda a terra prometida. Alí chegando, os espias foram em busca de informações, e entraram na casa de uma mulher prostituta, de nome Raabe.
Josué escolheu dois homens de sua confiança e os enviou para a secreta missão de espiar Jericó. A viagem durou cerca de três horas. Eles saíram à tarde e chegaram à noite (Js 2:1). Ainda hoje a obra de Deus precisa de pessoas destemidas e corajosas para missões especiais, a fim de descobrir os segredos do inimigo.
A Bíblia afirma que, ao chegarem em Jericó, os espias entraram na casa de uma prostituta, cujo nome era Raabe (Js 2:1). Com certeza os espias não revelaram àquela mulher o propósito de sua missão. Não sabemos portanto como tal notícia chegou até o rei de Jericó (Js 2:2), que enviou emissários à casa de Raabe para certificar-se do que havia ouvido. Como resposta Raabe confirmou que verdadeiramente os homens haviam estado alí, porém já tinham ido embora.
Para guardar os espias, ela usou de sutileza, escondendo-os no telhado da casa, entre as canas de linho (Js 2:6). Convém destacar que a mentira de Raabe não serve como justificativa para mentira por parte dos crentes de hoje, quando estamos vivendo na Dispensação da Graça. Naquela ocasião Raabe ainda não fazia parte do povo de Deus enão estava submissa às leis morais do concerto. Sua mentira nunca teve aprovação das Escrituras, que somente aprovam sua fé e obras (Hb 11:31; Tg 2:25). Deus jamais se valeria deste expediente de Raabe para executar seu plano no que diz respeito a cumprir suas promessas, ou mesmo para proteger os espias.
De alguma maneira o Espírito Santo trabalhou no coração de Raabe, encontrando um lugar para o temor de Deus (Pv 1:7). Desta forma esta mulher gentílica temeu a Deus e foi salva. Ela creu na destruição iminente de sua cidade e buscou o caminho de sua própria salvação (Jo 20:29).
Não temos explicação para justificar porque os espias foram à casa de Raabe, uma mulher de vida duvidosa. Todavia eles agiram assim por inspiração divina, pois ela era uma grande necessitada da misericórdia de Deus. Jesus disse: "O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19:10). A grande pecadora Raabe tinha seu coração inclinado para o Senhor, e aprouve ao Deus de toda a graça estender-lhe o manto de sua salvação (Jo 3:16).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Josué 1:1-6 A chamada de Josué!

O nome Josué significa "salvação de Jeová". Filho de Num, da tribo de Efraim, Josué nasceu no Êgito (Nm 13:8,16) e a primeira menção do seu nome se encontra no livro de Êxodo (Ex 17). Anteriormente ele se chamava Oséias, passando a ser chamado de Josué por determinação de Moisés. Durante sua vida revelou traços marcantes de uma personalidade altruísta e um coração fiel. Josué morreu com 110 anos e seu nome permanece na memória dos judeus, e também da igreja, devido às qualidades espirituais positivas que demonstrou no exercício da liderança espiritual do povo de Deus.
Josué, antes de assumir a liderança do povo, já vinha sendo o "servo de Moisés", que nunca se apartava da tenda (Ex 33:11). Por isso Deus o nomeou sucessor de Moisés, capacitando-o para tal obra.
Moisés, na sua condição de líder, estava preocupado com todo aquele povo, pois ele sabia que seus dias estavam findando. Ele pediu ao Senhor que levantasse um homem (Nm 27:15,16). Por ordem de Deus Josué é chamado à tenda para receber a incumbência divina revelada a Moisés (Dt 31:14).
Josué, tendo dado provas de sua fidelidade ao seu líder Moisés e acima de tudo diante de Deus, foi levantado por Deus e recebeu a imposição de mãos de Moisés. Em Josué habitava o Espírito de Deus (Nm 27:18-23). Como seria bom em nossos dias, se todo líder buscasse ao Senhor pedindo que Deus levante aquele "que saia adiante deles, e que entre adiante deles" (Nm 27:17).
A chamada de Josué foi para liderar o povo após a morte de Moisés. Josué foi chamado para conduzir o povo na conquista de Canaã. Antes, porém, ele foi encorajado pelo próprio Moisés (Dt 31:7). Levando-se em conta a tipologia bíblica, Josué no Antigo Testamento é o tipo de Jesus no Novo Testamento. Seu nome deriva-se do hebráico Yehoshua (Yahweh é salvação - O Senhor é salvação). Moisés mudou o seu nome de Oséias (salvação) para Josué (Yehoshua) (Nm 13:8,16).
O Novo Testamento apresenta um grande exemplo de chamada divina, quando foram separados Barnabé e Saulo (At 13:2-4). O Espírito Santo falou nominalmente quais os homens que seriam separados para saírem a pregar a Palavra de Deus.
Josué foi especialmente levantado por Deus para ser o sucessor de Moisés, tendo, portanto, de concluir uma obra de envergadura, a condução do povo hebreu, que havia saído do Êgito, rumo à Canaã. Ele deveria estar preparado para inúmers circunstâncias ainda desconhecidas. Deus o animou e orientou quanto a sua maneira de ser diante da nação de Israel. O grande segredo de seu sucesso deveu-se, sem dúvida, ao fato de ter ele alcançado de Deus a promessa de que Jeová seria com ele como havia sido com seu antecessor Moisés.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Confiando em Deus!

Nesta vida passamos por momentos difíceis, situações que nos levam a sentir tristezas, angústias e aflições. São problemas familiares, crises financeiras, enfermidades, desemprego, conflitos internos e incertezas que provocam, muitas vezes, desestabilidade emocional e até desespero. A violência aumenta assustadoramente, a fome e a miséria são uma realidade notória e inquestionável, prostituição de todas as formas, inclusive infantil, marginalização em todas as faixas etárias e sociais, promiscuidade e misticismo, além da imoralidade altamente difundida e defendida pelos meios de comunicação em geral. Vivemos o caos da libertinagem provocado pelo pecado que afasta o homem de Deus (Is 59:2) cauterizando, desta forma, a sua consciência e capacidade de raciocínio quanto à moralidade e aos bons costumes e, principalmente, quanto à vontade de Deus para suas vidas (1ª Ts 4:3).
A humanidade, infelizmente, em sua maioria está descomprometida com o Senhor e com a sua Palavra que é a única via de fé e prática para uma vida segundo o padrão Divino (2ª Tm 3:16).
Nós, a "igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1ª Tm 3:15), mais do que nunca, precisamos nos aproximar de Deus e viver verdadeiramente a sua Palavra sob pena de por Ele sermos usados como instrumentos de anunciação do Seu Evagelho que salva, liberta e transforma o mais vil pecador num homem santo, num cidadão dos céus.
A conjetura da sociedade atual está formando pessoas com uma linha de pensamento totalmente contrária à exposta pela Palavra de Deus e, mais ainda, desvalorizando a soberania Divina, pois contesta a veracidade, inspiração e infalibilidade das Sagradas Escrituras.
Contudo, o Senhor Jesus outorgou à Sua Igreja poder e autoridade no Espírito Santo para resistir e mesmo vencer todas essas adversidades (Mt 16:18). Ele mesmo incumbiu-se de comissionar a mesma para a sublime tarefa de evangelizar toda a humanidade munindo-a de poder sobrenatural (Mc 16:15-18), visando desta forma dá-lhe êxito neste grande mister.
A batalha espiritual é uma constante realidade na vida do servo de Deus, que, em momento algum, poderá esmorecer. Para tal há necessidade de abnegação e constante clamor em oração. Que Deus nos ajude a sermos fiéis e verdadeiros soldados nesta peleja árdua.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hebreus 13:1-8 Renovando compromissos cristãos!

O último capítulo de Hebreus focaliza a importância do amor no relacionamento do cristão. A carreira cristã só poderá ser concluída se, olhando para Jesus, nos envolvermos com os compromissos cristãos, conosco mesmo, com a família e com a sociedade que nos cerca. Os ensinos deste artigo visam fortalecer nossa fé nos princípios estabelecidos por Deus para uma vida cristã comprometida com os propósitos divinos.
A ênfase do autor é para o que podemos fazer pelos necessitados. Haverá sempre alguém que necessite de nosso amor e ajuda. Jesus viu esta necessidade quando exerceu seu ministério terreno (Mc 6:34). O apóstolo João ensina: "Quem pois tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele caridade de Deus?" (1ª Jo 3:17).
Dentro do ensino apresentado aos crentes hebreus, o autor chama a atenção para o cuidado com nossa conduta pessoal no lar e fora dele (Hb 13:4-6). Os crentes em Cristo procedem de maneira diferente nas questões matrimoniais e pessoais, pois são novas criaturas em Cristo (2ª Co 5:17). O crente tem compromisso consigo mesmo e com Deus diante de todos que o cercam (2ª Co 3:2).
O desejo de Deus é que sejamos fortes na fé e amadurecidos na Palavra. Isto se dá quando o crente assume compromisso com a doutrina (At 2:42). O autor aos Hebreus, pelo Espírito, falou da necessidade do crente comer o verdadeiro alimento espiritual, desprezando, portanto, os "manjares", dos quais nada se aproveita (Hb 13:9).
Através do autor sagrado, o Espírito Santo advertiu aos crentes hebreus sobre a necessidade de obedecer aos líderes espirituais (Hb 13:17). Não devemos respeitar apenas os heróis do passado, mas também reconhecermos os líderes do presente (1ª Ts 5:12). A autoridade dos líderes não pode ser desprezada, pois eles têm uma missão a cumprir, por isso devemos orar por eles (2ª Ts 3:1).
O último capítulo de Hebreus nos exorta acerca dos deveres do crente, e isso envolve toda sua vida espiritual no lar, na sociedade e na igreja. O cristão deve se revestir de sua verdadeira identidade através do amor, da beneficência e da graça de Cristo em sua vida. Diante dos líderes espirituais, colocados por Deus, o crente pratica a obediência, que é o resultado de seu amor pela Obra e por Jesus.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima