segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Ética Cristã no aconselhamento pastoral!

As pessoas necessitam de valores e sentidos sadios para serem sadias. A epidemia de confusão moral e distorção de valores existentes em nossa sociedade é a sementeira na qual se criam muitos dos problemas que atingem as pessoas, levando-as a buscarem aconselhamento e terapia. Muitas pessoas que procuram assistência pastoral para problemas pessoais sofrem de consciências distorcidas. Muitas vezes, elas não estão conscientes das raízes éticas de sua dor. Em nossa sociedade, os líderes cristãos precisam desenvolver aptidões eficazes para guiar as pessoas através dos valores éticos centrados na Bíblia Sagrada (Sl 119: 9-16).
Ajudar as pessoas a avaliar seus valores e seu estilo de vida, de cura e restauração, constitui o cerne do processo de maturação. A Igreja é chamada a ser uma comunidade de orientação e formação moral.
O papel dos líderes é ajudar a criar os valores normativos de conduta e contribuir com o amadurecimento da congregação através do aconselhamento. A sabedoria bíblica sobre valores éticos e saúde moral constituem-se uma parte inestimável dos subsídios referentes ao processo de tomada de decisões no aconselhamento. É triste, mas é verdade que, "na estrutura e no rítmo da vida de modernas congregações, não há lugar onde se esperar uma discussão séria sobre o estado de nossa alma" (Ez 34:4; Pv 24:11,12).
A culpa gerada por alienação do próximo é uma forma de problema humano com que o ministério pastoral tem tido uma familiaridade mais longa e profunda. Em parte por insistir em que relacionamentos humanos rompidos implicam uma ruptura no relacionamento do homem com seu Criador (Is 59:2). O ministério local deve tratar a necessidade humana de reconciliação com muita seriedade (Ec 12:13). A função de reconciliar, combinada com a de curar é a melhor esperança para uma igreja que anseia por uma maior transformação (2ª Co 5:18,19).
Infelizmente, muitos conselheiros cristãos não levam a culpa tão a sério quanto justificam seus efeitos destrutivos. Ao rejeitar o moralismo legalista como destrutivo e não-cristão, os líderes devem descobrir quais os métodos eficazes para resolver o problema da culpa e ajudar as ovelhas a desenvolver consciências sadias e construtivas (Sl 32:1-11; Hb 13:17). É imperativo que assim façam, pois um sentimento de culpa segue muitos crentes como uma sombra, quer ele o saiba, quer não. A culpa é, certamente, o fator cruscial nos problemas de muitas das pessoas que procuram ajuda pastoral (Sl 51:1-10).
As igrejas têm a responsabilidade de cuidar dos crentes, de fazê-los discípulos, alimentá-los com a Palavra e protegê-los: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue" (At 20:28). Deste modo, o aconselhamento deve fazer sempre parte do exercício ministerial.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

2 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia, Tarcísio. Sou evangélica e li seu artigo e outros a respeito do assunto. Queria sugerir que você sempre fizesse a referência do autor que escreveu um texto, jamais omitindo sua autoria, e muito menos fazendo parecer que o texto é seu. Isso COM CERTEZA é falta de ÉTICA... justamente em um texto sobre ética...
Suas palavras são cópia do livro de Howard John Clinebell: Aconselhamento pastoral: modelo centrado em libertação e crescimento. Basta citá-lo e fica tudo ok...

Leonardo Borges disse...

Tarcísio, CORRIJA logo, filho... Use as normas, faça as citações, dê os créditos a quem de direito... Vai lá irmão!