quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Josué 10:12-15 O Senhor peleja por Israel!

Josué, desde sua entrada em Canaã, enfrentou os cananeus e os derrotou. Mas agora, uma nova realidade surgiu. Quando Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, soube da aliança com os gibeonitas, uniu-se a mais quatro reis dentre os amorreus e decidiu praticar um massacre (Js 10:5). Entretanto, para vencê-los Josué precisava de tempo, por isso clamou para que o sol e a lua se detivessem até que ele vencesse seus inimigos (Js 10:12). O milagre deste dia foi confirmado pela ciência, como prova de que Deus atendeu a voz de um homem.
O povo de Deus sempre presenciou milagres operados mediante o poder de Deus. Ao brado de fé de Josué, o Senhor fez para o sol e a lua, numa desmonstração clara de que estava com ele naquela batalha, dando mais uma grande vitória aos filhos de Israel (Js 10:13).
Em meio a peleja Josué sentiu que precisava de mais tempo. O que ele fez? Orou ao Senhor: "Então falou Josué ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel..." (Js 10:12). O apóstolo Tiago escreveu: "...a oração feita por um justo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Josué 24:14-17 Escolhei hoje a quem sirvais!

Josué é uma das figuras mais belas e exemplares do Antigo Testamento. Sua vida deve servir de estímulo a todos nós que escolhemos servir a Deus em meio a tanta idolatria. Em Israel Josué se levantou com uma palavra de ordem e decisão: servir ao Senhor juntamente com toda a sua casa, ainda que isso lhe custasse o isolamento do povo. Entretanto, suas palavras acharam lugar naqueles corações duros e rebeldes, e assim Josué obteve a vitória desejada.
Após aconselhar os filhos de Israel, Josué tomou uma posição espiritual diante do desvio da nação: "eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24:15). Em nossa caminhada espiritual precisamos tomar decisões, pois delas dependem nossa vitória ou derrota. Josué escolheu servir ao Senhor. Que esta seja a decisão do povo de Deus hoje! (Sl 100:2).
Josué sabia que naquele momento não podia tomar decisão por Israel, pois diante de Deus cada dará conta de si (Rm 14:12). Durante sua vida, Josué tomou muitas decisões em favor do povo de Deus, mas agora, já velho, diante do desvio espiritual de Israel, Josué tomou uma decisão pessoal (Js 24:15). Ainda hoje o Senhor espera nossa decisão pessoal, a fim de nos abençoar com toda nossa família (At 16:31).
Dentre todas as decisões tomadas na vida de Josué, esta era a mais espiritual: servir ao Senhor. Às vezes tomamos decisões em nossas vidas que não dizem respeito ao serviço divino, são decisões puramente humanas (Gn 13:11). Mas a decisão de Josué até hoje ainda fala ao povo de Deus: "escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24:15). Se escolhermos ao Senhor tomamos uma decisão espiritual que mudará todo o curso de nossas vidas (Mt 2:11,12).
Josué estava diante do Deus de Israel e diante de todo o povo (Js 24:1). Sua decisão naquele momento não era algo passageiro, mas era para sempre: "eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24:15). Ele deixava claro que desejava servir a Deus para sempre. A visão de Josué transpunha os portais da eternidade, onde estaremos para sempre com o Senhor (1ª Ts 4:17). Que o nosso serviço para Deus não se limite apenas a uma dispensação (1ª Co 9:17).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Josué 20:1-6 As cidades de refúgio!

Nas cidades de refúgio vemos a preocupação de Deus com a preservação da vida daquele que acidentalmente causou a morte de seu semelhante, enclausurando-o nestas cidades para livrá-lo do vingador. Tudo isto simbolizava Jesus, o refúgio perfeito, onde podemos hoje nos abrigar da fúria de nosso inimigo maior - Satanás.
As seis cidades de refúgio mencionadas na Bíblia têm um profundo significado espiritual. Estas cidades são uma imagem de Cristo, em quem encontramos o refúgio que nos salva da ira de Deus: "E será aquele Varão como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta" (Is 32:2).
Cada cidade indica o que encontramos em Cristo. Cades, ao norte, significa Santo. Quem se refugia em Jesus torna-se santo, pois santidade é a vontade de Deus para nossa vida (1ª Ts 4:3). Golan, também ao norte,  significa Gozo, que é o que encontramos quando aceitamos Jesus como nosso Salvador (Jo 15:11).
No centro está Siquém, que significa Ombro, lugar que suporta o peso. Encontramos em Jesus um ombro amigo que nos ajuda em nossa caminhada cristã (Mt 11:28-30). E também se localiza Ramote, que significa Exaltado, mostrando nossa nova posição em Cristo, nas regiões celestiais com os principes do seu povo (Sl 113:8 ; Ef 1:3).
No sul encontrava-se Hebron, que significa Comunhão, uma característica dos salvos em Cristo (Sl 133), e Bezer, que significa Fortaleza, é o que recebemos em Cristo para vencermos nossos terríveis inimigos (Ef 6:10).
Deus, na Sua misericórdia, reservou para os filhos de Israel cidades que oferecessem segurança e proteção para alguém que ferisse seu irmão sem intenção, pudesse escapar. Desta maneira o Senhor concedia uma oportunidade de julgamento e oportuna reconciliação. Isto alegra nossa alma, pois vemos Cristo simbolizado nestas cidades, trazendo-nos tudo o que necessitamos para nossa vitória espiritual.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Josué 13:1-7 Conquistando Novas Terras!

Durante aproximadamente 7 anos Josué continuou na liderança do povo de Israel e das suas guerras de conquista. Até a data da sua morte todas as principais batalhas foram travadas e ganhas. Após o sucesso dessas batalhas por Israel, a terra de Canaã foi finalmente demarcada e dividida, conforme as diretrizes divinas, mas cada tribo lutou pela posse do seu território. As terras a serem conquistadas faziam parte do plano divino dito a Moisés por Deus (Êx 23:29,30).
A declaração de Deus a Josué nos mostra a importância da conquista na vida de Israel. Talvez para o povo, agora na sua nova pátria, tudo estivesse bem. Entretanto Deus disse a Josué: "Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir" (Js 13:1). A palavra do Senhor a Josué nos adverte que muitas vezes deixamos o tempo passar e não alcançamos as vitórias que Deus deseja para nossa vida espiritual.
Josué recebeu de Deus uma séria advertência acerca da terra de Canaã: muita terra ficou para conquistar. A promessa de Deus aos patriarcas era de que Israel possuiria toda a terra (Gn 13:14,15), e não simplesmente uma parte dela. Josué e os filhos de Israel haviam falhado, e agora o Senhor reclamava acerca disto. Na vida espiritual devemos lutar por todas as promessas de Deus em nossa vida, através de Jesus Cristo (2ª Co 1:20).
As promessas de Deus são tão grandes quanto a Sua pessoa (Ef 3:20). Deus havia revelado aos pais de Israel uma grande nação e um grande povo (Gn 13:16). E, agora, Deus dá a descrição do que ficou para Josué, revelando a grandeza da terra de Canaã (Js 13:2-6).
Os filhos de Israel falharam ao deixarem alguns povos em Canaã: "Porém os filhos de Israel não expeliram os gesureus, nem os macateus; antes Gesur e Macate habitaram no meio de Israel até ao dia de hoje" (Js 13:13). Certamente esqueceram-se dos mandamentos de Deus quando Ele disse: "Mas se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar deles vos serão por espinhos nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas ilhargas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes" (Nm 33:55). Que o Senhor nos livre de deixarmos algo em nossos corações que nos impeça de alcançar a plenitude da vida espiritual.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Josué 8:3-8 A tomada de Ai!

Após o fracasso na primeira tentativa de conquista de Ai (Js 7:4,5), era chegado o momento dado por Deus para que aquela cidade fosse conquistada. Isto ocorreu porque o povo havia retirado a maldição que havia caído sobre ele devido ao pecado de Acã, e também se santificado. Agora que o mal havia sido eliminado, o povo podia ter a garantia de vitória. Quando o povo está em perfeita harmonia com os desígnios de Deus tudo se torna fácil, mesmo porque tudo aquilo que Deus havia prometido, através de Moisés, iria se cumprir.
Josué agora estava mais cauteloso na tomada de suas posições. Deus encorajou-o dizendo que tomasse todos aqueles que estavam disponíveis para a guerra (Js 8:3). Posição bem diferente daquela que Josué havia anteriormente tomado, menosprezando o potencial do inimigo, e saindo derrotado.
Em todas as coisas Deus nos ensina lições preciosas. A diferença entre os acontecimentos de Jericó e Ai é que em Jericó Deus ordenou os acontecimentos para que Israel conhecesse o Seu poder, e em Ai para que o povo tomasse conhecimento de sua própria fraqueza. Entretanto, tanto em um como em outro caso, o poder de Deus não se alterou.
Deus havia dito a Josué que todo aquele povo estaria em suas mãos (Js 8:1). As restrições sobre os despojos, que tinham estado em vigor e haviam levado Acã à morte, já não vigoravam. Agora os despojos e todo o gado seriam para o povo de Israel. Na tomada de Jericó nada deveria ser saqueado, porém em Ai o povo foi autorizado por Deus a se apossar de tudo que pudesse (Js 8:2). Deus muitas vezes nos testa antes de nos permitir gozar de bençãos.
A estratégia dada por Deus para a conquista de Ai foi diferente. Enquanto em Jericó o povo rodeou o muro, em Ai seria feita uma emboscada por detrás da cidade (Js 8:2). O exército montado por Josué era composto por 30.000 homens valentes e valorosos (Js 8:3), que foram enviados de noite. Josué também se acautelou quando colocou 5.000 homens entre Betel e Ai, para se prevenir contra uma possível ameaça que poderia vir de Betel (Js 8:12). Era grande a confiança de Josué na estratégia divina.
A forma que Deus determinou para a conquista de Ai, após a derrota na primeira tentativa, fez com que Israel, agora vitorioso, ficasse em condições de prestar culto a Deus através do altar (Js 8:30,31).
Somente Deus tem a estratégia para nossa vitória espiritual. Através de Sua Palavra Ele nos guia por Sua santa vontade. Josué deixou este grande exemplo, buscando ao Senhor, sendo vitorioso diante de seus inimigos e triunfando sobre eles (Js 8:26). Jamais desprezemos o conselho divino para nossas batalhas espirituais, pois o Senhor conhece melhor do que nós a astúcia do inimigo.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Josué 7:1,12,13,15 O pecado de Acã!

Israel acabava de conquistar, sob orientação divina, a cidade de Jericó. Deus havia demonstrado mais uma vez o Seu poder, após a travessia do Jordão. Diante destes dois significativos milagres o povo realmente estava consciente de que Deus estava com eles, e que Josué era um verdadeiro comandante que estava sob a plena e perfeita vontade de Deus. As conquistas deveriam continuar, pois havia ainda muita terra em Canaã para ser possuída, e isto fazia parte da promessa de Deus a Israel.
Em sua estratégia o comandante josué enviou alguns homens a Ai para espiar a terra (Js 7:2), da mesma forma como havia enviado espias à cidade de Jericó. Os espias voltaram de Ai um tanto presunçosos, achando que seria muito fácil conquistar aquela gente, cuja população chegava a 12 mil habitantes. Disseram a Josué que não havia necessidade de levar todo o povo para a batalha, tão somente 2 a 3 mil homens seriam suficientes (Js 7:3).
Diante da decisão humana não houve a interferência de Deus. Creio que a vaidade e o espírito de grandeza havia possuído alguns corações, até mesmo o de Josué, que, sem consultar a Deus, tomou a iniciativa própria de enviar cerca de 3 mil homens (Js 7:4). Toda vez que vamos enfrentar um inimigo, independente de como as circunstâncias se apresentam, devemos sempre antes de tudo, consultar a Deus (2º Sm 5:19).
Josué havia se esquecido de Gilgal, lugar onde foi levantado o altar após a travessia do Jordão; lugar do primeiro acampamento de Israel em Canaã; lugar onde Josué circuncidou a todos os homens que nasceram durante os 40 anos no deserto (Js 5:1-9); lugar onde foi celebrada a Páscoa (Js 5:10); lugar onde estava a Arca do Concerto. Enfim, Gilgal era o lugar onde estava a benção do Senhor para o povo de Israel.
Josué, que tinha sido até alí um tipo de Cristo, agora está buscando a misericórdia do Senhor (Js 7:6). Para Josué o resultado da desobediência foi imediato, muito embora outra coisa também já houvesse desagradado a Deus - a prevaricação de Israel quanto ao anátema de Jericó (Js 7:11). Os homens enviados por Josué à cidade de Ai saíram derrotados, sendo que 36 deles foram mortos.
Acã, além de roubar, cometeu sacrilégio. Ele disse: "...vi...cobicei-os...tomei-os...escondi..." (Js 7:21). Ele sabia da ordem do Senhor quanto aos despojos de Jericó, onde todo o ouro, toda prata, os vasos de metal e de ferro seriam consagrados, indo para o tesouro do Senhor, sendo que tudo o mais seria queimado no fogo (Js 6:24). Acã foi traído pela concupiscência dos olhos. Devemos tomar cuidado com tudo aquilo que é consagrado ao Senhor.
Em Cristo,

               Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Josué 6:1-5 A tomada de Jericó!

Canaã foi conquistada pelos israelitas em três guerras, durante um período aproximado de sete anos. Jericó é chamada de Cidade das Palmeiras (Dt 34:3 ; Jz 3:13), visto que estava rodeada de palmeiras e situada em um verde oásis no vale do Jordão. Era cercada de muros, e naquela oportunidade estava fechada - ninguém saía e nem entrava (Js 6:1). A cidade tinha uma área de aproximadamente 32 km². Era uma cidade-fortaleza. Seus muros tinham cerca de 9 metros de altura e 6 metros de espessura. Jericó era considerada uma cidade invencível. A chave de toda a estratégia bélica de Josué era a conquista de Jericó, visto que ficaria demonstrado que o Deus de Israel era superior aos deuses cananeus.
Josué recebeu a visita do Príncipe do Exército do Senhor (Js 5:14). O anjo lhe ordenou para que tirasse as sandálias dos pés, visto que o lugar em que estava era santo (Js 5:15). Aqui fica claro que, antes de entrarmos em qualquer batalha, temos que estar em perfeita santidade com Deus. Nada adiantará lançarmos mãos de nossos próprios recursos. Se assim fizermos, a derrota é certa. Somente Deus pode nos garantir a vitória.
Era chegado o sétimo dia, dia em que o Senhor havia determinado que a cidade fosse rodeada por sete vezes (Js 6:4). Seria um dia de muito mais trabalho que os dias anteriores, quando a cidade foi rodeada por apenas uma vez. Neste dia todos madrugaram para iniciarem a marcha decisiva.
Após a cidade ter sido rodeada pela sétima vez, as trombetas foram tocadas longamente (Js 6:5). Então, sob o comando de Josué, o povo gritou de uma forma nunca antes vista, pois Josué naquele momento, declarou: "O Senhor vos tem dado a cidade!" (Js 6:16). Deus tem preparado o momento exato para entregar a vitória ao seu povo.
No instante que o povo de Deus gritou, os muros da cidade ruíram de uma forma esplendorosa, tendo o povo tomado a cidade. Eles haviam se posicionado para executar o juízo de Deus (Js 6:20), exterminando tudo o que havia em Jericó, com exceção de Raabe e sua família, como haviam prometido os espias quando ali estiveram (Js 2:14). Diante do juízo, Josué avisou ao povo que Jericó seria anátema ao Senhor, isto é, tudo que alí existia seria destruído pelo fogo, ficando tão somente reservado a prata, o ouro e os vasos de metal e de ferro, para o tesouro da Casa do Senhor (Js 6:24).
A destruição total dos cananeus era necessária para salvaguardar Israel da destruidora influência da idolatria e do pecado daqueles povos. Deus sabia que se aquelas nações ímpias continuassem a existir, os israelitas seriam facilmente influenciados e levados às práticas abomináveis ao Senhor (Dt 20:18).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Josué 3:13-17 A travessia do Jordão!

A Bíblia nos mostra que a travessia do Jordão foi um momento crucial para o povo de Deus. Josué estava confiante em Deus em primeiro lugar, bem como na resposta trazida pelos espias fiéis "certamente o Senhor nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e todos os seus moradores estão desmaiados diante de nós". Como é bom confiar em Deus. Chegara o momento de avançar para junto do Jordão. Por ordem de Josué o povo marchou e acampou próximo do jordão. Restava agora a travessia.
O povo só deveria deixar o lugar quando observasse que os sacerdotes levitas estavam conduzindo a Arca. Este era o sinal para a partida. A Arca configurava a presença do Deus vivo no meio de Israel (Js 3:10).
Para o início da caminhada deveria ser observada uma distância mínima de aproximadamente 900 metros (2.000 côvados) entre a Arca e o povo, uma vez que todo o povo deveria ver a Arca (Js 3:4). Esta distância era para que também o povo pudesse ver o caminho que estaria trilhando, lembrando que o Deus Todo Poderoso estava presente. Tudo foi feito para incutir neles o fato de que o rio fôra cortado pela presença da Arca. Sempre que avançamos por um caminho desconhecido, a Arca da Aliança, que simboliza Cristo, deve nos preceder (Is 52:12).
Josué exortou o povo a se santificar antes da partida (Js 3:5). Este ato de santificação demonstrou que Deus só iria operar poderosamente em favor de Seu povo, se este estivesse intimamente puro e em harmonia com a Sua vontade. Antes de pedirmos para que Deus opere sinais e maravilhas em nosso meio, precisamos verifivar se nosso coração é limpo e se nossos desejos estão verdadeiramente sob a orientação do Espírito Santo.
Josué ordenou que os sacerdotes tomassem a Arca e começassem a caminhada. Neste momento, o Senhor mais uma vez confirmou a Josué a sua disposição de continuar abençoando-o na liderança do povo, assim como aconteceu com Moisés (Js 3:7). Também foi dada ordem para que os sacerdotes, ao chegarem à borda das águas do Jordão, parassem (Js 3:8). Era primavera, e o rio havia crescido com o degelo da neve do monte Hermon, e isto era uma grande dificuldade para os hebreus. O Jordão transbordava e era grande a correnteza de suas águas, dificultando tremendamente qualquer tipo de travessia.
O milagre do Jordão serviria para semear o terror nos inimigos de Israel e para dar testemunho a todos os povos do poder e da fidelidade de Jeová (Js 4:23,24 ; 5:1). De acordo com a determinação divina (Js 3:8), os sacerdotes que estavam levando a Arca, ao chegarem a borda do rio Jordão, pararam. Somente um Deus fiel e poderoso se atreveria a tamanha façanha.
A passagem do Jordão exalta o poder de Deus na vida do Seu povo Israel e aponta para nossa vitória em Cristo (1ª Co 15:57). Tudo começou com a santificação do povo de Deus para que uma grande maravilha pudesse ser realizada no meio de Israel (Js 3:5). A lição de Israel mostra-nos que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12:14), pois ela é imprescindível para o dia do arrebatamento da igreja (1ª Ts 5:23).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Josué 2:1-7 Raabe e os espias!

Josué enviou dois espias para secretamente examinar a terra, principalmente Jericó, ponto estratégico para a conquista de toda a terra prometida. Alí chegando, os espias foram em busca de informações, e entraram na casa de uma mulher prostituta, de nome Raabe.
Josué escolheu dois homens de sua confiança e os enviou para a secreta missão de espiar Jericó. A viagem durou cerca de três horas. Eles saíram à tarde e chegaram à noite (Js 2:1). Ainda hoje a obra de Deus precisa de pessoas destemidas e corajosas para missões especiais, a fim de descobrir os segredos do inimigo.
A Bíblia afirma que, ao chegarem em Jericó, os espias entraram na casa de uma prostituta, cujo nome era Raabe (Js 2:1). Com certeza os espias não revelaram àquela mulher o propósito de sua missão. Não sabemos portanto como tal notícia chegou até o rei de Jericó (Js 2:2), que enviou emissários à casa de Raabe para certificar-se do que havia ouvido. Como resposta Raabe confirmou que verdadeiramente os homens haviam estado alí, porém já tinham ido embora.
Para guardar os espias, ela usou de sutileza, escondendo-os no telhado da casa, entre as canas de linho (Js 2:6). Convém destacar que a mentira de Raabe não serve como justificativa para mentira por parte dos crentes de hoje, quando estamos vivendo na Dispensação da Graça. Naquela ocasião Raabe ainda não fazia parte do povo de Deus enão estava submissa às leis morais do concerto. Sua mentira nunca teve aprovação das Escrituras, que somente aprovam sua fé e obras (Hb 11:31; Tg 2:25). Deus jamais se valeria deste expediente de Raabe para executar seu plano no que diz respeito a cumprir suas promessas, ou mesmo para proteger os espias.
De alguma maneira o Espírito Santo trabalhou no coração de Raabe, encontrando um lugar para o temor de Deus (Pv 1:7). Desta forma esta mulher gentílica temeu a Deus e foi salva. Ela creu na destruição iminente de sua cidade e buscou o caminho de sua própria salvação (Jo 20:29).
Não temos explicação para justificar porque os espias foram à casa de Raabe, uma mulher de vida duvidosa. Todavia eles agiram assim por inspiração divina, pois ela era uma grande necessitada da misericórdia de Deus. Jesus disse: "O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19:10). A grande pecadora Raabe tinha seu coração inclinado para o Senhor, e aprouve ao Deus de toda a graça estender-lhe o manto de sua salvação (Jo 3:16).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Josué 1:1-6 A chamada de Josué!

O nome Josué significa "salvação de Jeová". Filho de Num, da tribo de Efraim, Josué nasceu no Êgito (Nm 13:8,16) e a primeira menção do seu nome se encontra no livro de Êxodo (Ex 17). Anteriormente ele se chamava Oséias, passando a ser chamado de Josué por determinação de Moisés. Durante sua vida revelou traços marcantes de uma personalidade altruísta e um coração fiel. Josué morreu com 110 anos e seu nome permanece na memória dos judeus, e também da igreja, devido às qualidades espirituais positivas que demonstrou no exercício da liderança espiritual do povo de Deus.
Josué, antes de assumir a liderança do povo, já vinha sendo o "servo de Moisés", que nunca se apartava da tenda (Ex 33:11). Por isso Deus o nomeou sucessor de Moisés, capacitando-o para tal obra.
Moisés, na sua condição de líder, estava preocupado com todo aquele povo, pois ele sabia que seus dias estavam findando. Ele pediu ao Senhor que levantasse um homem (Nm 27:15,16). Por ordem de Deus Josué é chamado à tenda para receber a incumbência divina revelada a Moisés (Dt 31:14).
Josué, tendo dado provas de sua fidelidade ao seu líder Moisés e acima de tudo diante de Deus, foi levantado por Deus e recebeu a imposição de mãos de Moisés. Em Josué habitava o Espírito de Deus (Nm 27:18-23). Como seria bom em nossos dias, se todo líder buscasse ao Senhor pedindo que Deus levante aquele "que saia adiante deles, e que entre adiante deles" (Nm 27:17).
A chamada de Josué foi para liderar o povo após a morte de Moisés. Josué foi chamado para conduzir o povo na conquista de Canaã. Antes, porém, ele foi encorajado pelo próprio Moisés (Dt 31:7). Levando-se em conta a tipologia bíblica, Josué no Antigo Testamento é o tipo de Jesus no Novo Testamento. Seu nome deriva-se do hebráico Yehoshua (Yahweh é salvação - O Senhor é salvação). Moisés mudou o seu nome de Oséias (salvação) para Josué (Yehoshua) (Nm 13:8,16).
O Novo Testamento apresenta um grande exemplo de chamada divina, quando foram separados Barnabé e Saulo (At 13:2-4). O Espírito Santo falou nominalmente quais os homens que seriam separados para saírem a pregar a Palavra de Deus.
Josué foi especialmente levantado por Deus para ser o sucessor de Moisés, tendo, portanto, de concluir uma obra de envergadura, a condução do povo hebreu, que havia saído do Êgito, rumo à Canaã. Ele deveria estar preparado para inúmers circunstâncias ainda desconhecidas. Deus o animou e orientou quanto a sua maneira de ser diante da nação de Israel. O grande segredo de seu sucesso deveu-se, sem dúvida, ao fato de ter ele alcançado de Deus a promessa de que Jeová seria com ele como havia sido com seu antecessor Moisés.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Confiando em Deus!

Nesta vida passamos por momentos difíceis, situações que nos levam a sentir tristezas, angústias e aflições. São problemas familiares, crises financeiras, enfermidades, desemprego, conflitos internos e incertezas que provocam, muitas vezes, desestabilidade emocional e até desespero. A violência aumenta assustadoramente, a fome e a miséria são uma realidade notória e inquestionável, prostituição de todas as formas, inclusive infantil, marginalização em todas as faixas etárias e sociais, promiscuidade e misticismo, além da imoralidade altamente difundida e defendida pelos meios de comunicação em geral. Vivemos o caos da libertinagem provocado pelo pecado que afasta o homem de Deus (Is 59:2) cauterizando, desta forma, a sua consciência e capacidade de raciocínio quanto à moralidade e aos bons costumes e, principalmente, quanto à vontade de Deus para suas vidas (1ª Ts 4:3).
A humanidade, infelizmente, em sua maioria está descomprometida com o Senhor e com a sua Palavra que é a única via de fé e prática para uma vida segundo o padrão Divino (2ª Tm 3:16).
Nós, a "igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1ª Tm 3:15), mais do que nunca, precisamos nos aproximar de Deus e viver verdadeiramente a sua Palavra sob pena de por Ele sermos usados como instrumentos de anunciação do Seu Evagelho que salva, liberta e transforma o mais vil pecador num homem santo, num cidadão dos céus.
A conjetura da sociedade atual está formando pessoas com uma linha de pensamento totalmente contrária à exposta pela Palavra de Deus e, mais ainda, desvalorizando a soberania Divina, pois contesta a veracidade, inspiração e infalibilidade das Sagradas Escrituras.
Contudo, o Senhor Jesus outorgou à Sua Igreja poder e autoridade no Espírito Santo para resistir e mesmo vencer todas essas adversidades (Mt 16:18). Ele mesmo incumbiu-se de comissionar a mesma para a sublime tarefa de evangelizar toda a humanidade munindo-a de poder sobrenatural (Mc 16:15-18), visando desta forma dá-lhe êxito neste grande mister.
A batalha espiritual é uma constante realidade na vida do servo de Deus, que, em momento algum, poderá esmorecer. Para tal há necessidade de abnegação e constante clamor em oração. Que Deus nos ajude a sermos fiéis e verdadeiros soldados nesta peleja árdua.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hebreus 13:1-8 Renovando compromissos cristãos!

O último capítulo de Hebreus focaliza a importância do amor no relacionamento do cristão. A carreira cristã só poderá ser concluída se, olhando para Jesus, nos envolvermos com os compromissos cristãos, conosco mesmo, com a família e com a sociedade que nos cerca. Os ensinos deste artigo visam fortalecer nossa fé nos princípios estabelecidos por Deus para uma vida cristã comprometida com os propósitos divinos.
A ênfase do autor é para o que podemos fazer pelos necessitados. Haverá sempre alguém que necessite de nosso amor e ajuda. Jesus viu esta necessidade quando exerceu seu ministério terreno (Mc 6:34). O apóstolo João ensina: "Quem pois tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele caridade de Deus?" (1ª Jo 3:17).
Dentro do ensino apresentado aos crentes hebreus, o autor chama a atenção para o cuidado com nossa conduta pessoal no lar e fora dele (Hb 13:4-6). Os crentes em Cristo procedem de maneira diferente nas questões matrimoniais e pessoais, pois são novas criaturas em Cristo (2ª Co 5:17). O crente tem compromisso consigo mesmo e com Deus diante de todos que o cercam (2ª Co 3:2).
O desejo de Deus é que sejamos fortes na fé e amadurecidos na Palavra. Isto se dá quando o crente assume compromisso com a doutrina (At 2:42). O autor aos Hebreus, pelo Espírito, falou da necessidade do crente comer o verdadeiro alimento espiritual, desprezando, portanto, os "manjares", dos quais nada se aproveita (Hb 13:9).
Através do autor sagrado, o Espírito Santo advertiu aos crentes hebreus sobre a necessidade de obedecer aos líderes espirituais (Hb 13:17). Não devemos respeitar apenas os heróis do passado, mas também reconhecermos os líderes do presente (1ª Ts 5:12). A autoridade dos líderes não pode ser desprezada, pois eles têm uma missão a cumprir, por isso devemos orar por eles (2ª Ts 3:1).
O último capítulo de Hebreus nos exorta acerca dos deveres do crente, e isso envolve toda sua vida espiritual no lar, na sociedade e na igreja. O cristão deve se revestir de sua verdadeira identidade através do amor, da beneficência e da graça de Cristo em sua vida. Diante dos líderes espirituais, colocados por Deus, o crente pratica a obediência, que é o resultado de seu amor pela Obra e por Jesus.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hebreus 12:1-7 O crescimento espiritual do cristão!

É propósito de Deus o nosso crescimento espiritual, para isto, através de sua Palavra, Ele nos dá as instruções necessárias. O capítulo doze de Hebreus desafia o crente a firmar-se na fé e na perseverança, elementos essenciais para a salvação. Olhando para Jesus, o crente poderá alcançar o alvo desejado, alcançando a maturidade cristã.
O princípio da vida cristã tem suas bases na Palavra de Deus. Através do autor divino, o Espírito Santo ensina o caminho para uma vida espiritual bem-sucedida. Após nos exortar sobre a apostasia e nos mostrar os heróis da fé, Deus nos fala acerca da diligência na vida espiritual e de total empenho na corrida cristã (Hb 12:1).
As testemunhas que nos rodeiam, estimulam-nos a deixar todo o embaraço na carreira cristã (Hb 12:1). Para um corredor, embaraço é tudo aquilo que atrapalha sua desenvoltura (1ª Co 9:25), ele precisa despir-se dos excessos de pesos (Mt 11:30). Para isto, ele se despe do velho homem e dos pecados de sua vida passada (Ef 4:22,24).
Jesus é nosso alvo principal: "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé..." (Hb 12:2). Devemos olhar para Jesus como aquele que é o líder no caminho, o qual, como homem de fé, superou todos os demais heróis da fé e venceu (Ap 5:5). Jesus é nosso exemplo de combatividade espiritual (Jo 16:33), Ele é o iniciador e o aperfeiçoador da nossa fé, e é Ele que nos conduz em vitória à presença de Deus (1ª Co 15:57).
O autor divino nos manda fazer uma comparação com Jesus: "Considerai pois aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos" (Hb 12:3). Devemos considerar Jesus e as batalhas que enfrentou como Filho de Deus e ver seu exemplo de sofrimento e resistência contra o mal, para que jamais enfraqueçamos na fé (2ª Co 12:10).
Para que possamos alcançar a maturidade na vida cristã, devemos olhar para Jesus. Esse olhar nos estimula a vencer todos os obstáculos do caminho, nos dá força para suportar a disciplina e viver uma vida de santidade diante de Deus. Então compreenderemos a importância das coisas celestiais e valorizaremos a graça de Deus que nos salvou da maldição da lei.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hebreus 11:1-6 Fé, Alicerce do Cristão!

Após tantos avisos contra o perigo de um retorno ao passado judáico, o autor da carta traz aos crentes a importância da fé na vida espiritual. Ele descreve a fé como um fundamento sólido, onde podemos confiar tranquilamente. Ao falar da fé, ele expõe a vida dos homens de Deus do passado e narra suas façanhas espirituais em nome da fé. Ainda hoje, as mesmas lições de fé precisam ser aprendidas por nós, pois sem fé é impossível agradar a Deus.
É difícil enumerar as vitórias da fé, elas são grandiosas. Mas contudo, o autor divino pôde nos trazer alguns exemplos de homens e mulheres que triunfaram no poder da fé (Hb 11:32). Estes exemplos nos estimulam a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 3).
O autor destaca Moisés certamente por sua importância histórica-espiritual na vida de Israel (Hb 11:24). A atitude de seus pais é aqui observada (Hb 11:23) e, mais tarde, quando Moisés usa o livre arbítrio, ele escolhe sofrer com o povo de Deus (Hb 11:25,26). O testemunho de Hebreus, diz: "Pela fé deixou o Êgito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível" (Hb 11:27). Em toda a caminhada de Moisés, ele deu o grande exemplo da fé (Hb 11:28,29).
A relação dos heróis da fé é muito grande, o autor traz à lembrança apenas alguns nomes (Hb 11:32), e diz: "Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões" (Hb 11:33).
A fé mais uma vez é a razão de todas as vitórias (Hb 11:34). Os tempos mudaram, mas a fé ainda é o fator importante para que a igreja vença em nome de Jesus.
A expressão "e outros" em Hebreus 11:36, evidencia a existência de muitos fiéis que, pela fé, triunfaram (Hb 11:37,38). A Bíblia ainda diz: "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa" (Hb 11:39). Entretanto a prática da fé os tornou heróis na vida espiritual, e Deus, no seu propósito glorioso, preparou-lhes uma eterna redenção em Cristo (Hb 11:40).
O exemplo deixado pelos heróis da fé nos estimula, hoje, a viver na presença de Deus. A definição de fé e a maneira como ela foi vivida por estes heróis do passado nos empurram para o futuro, na certeza que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó é o mesmo (Hb 13:8). As vitórias que eles alcançaram, nós também podemos alcançá-las, se dependermos unicamente da fé (1ª Jo 5:4).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hebreus 10:4-12 O Sacrifício Perfeito de Cristo!

Observamos nas Escrituras que, desde o princípio, Deus aceitou o sacrifício como forma de aplacar sua ira contra o pecado (Gn 3:21). O propósito divino era aguardar o momento exato para manifestar seu Filho, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), efetuando de uma vez por todas um melhor sacrifício. Os crentes hebreus conheciam muito bem todo o sistema sacrificial da antiga aliança, mas agora estavam sendo ensinados sobre algo melhor e permanente, o sacrifício de Cristo.
Em sua revelação progressiva, o Espírito Santo traz aos hebreus a promessa de um melhor sacrifício (Hb 10:5-7). É lembrado o Salmo 40:6-8, a fim de ilustar que nada valem os sacrifícios de animais, mas Cristo, mediante a vontade de Deus, em seu ofício messiânico cumpriu os propósitos remidores divinos.
As profecias já anunciavam algo melhor: "Sacrifício e oferta não quiseste; as minhas orelhas furaste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste" (Sl 40:6). Isto estava agora sendo relembrado aos crentes hebreus pelo Espírito Santo (Hb 10:5,6). As profecias sempre fizeram parte do propósito de Deus para anunciar sua vontade aos homens (Am 3:7). Mais tarde, o apóstolo Pedro enfatizou a força da palavra profética (2ª Pe 1:21).
A mensagem divina falava de um melhor sacerdote, que viria para fazer exclusivamente a vontade de Deus (Hb 10:7-10). A necessidade deste perfeito sacerdote era pelo fato dos outros estarem sujeitos ao pecado e a morte (Hb 7:23,27). Jesus não somente venceu o pecado (Jo 8:46), mas também triunfou sobre a morte (Ap 1:18), conquistando-nos a garantia de uma eterna salvação (Hb 5:9).
A palavra dada aos hebreus mostra-nos o cumprimento de todas as promessas concernentes a Cristo e seu sacrifício perfeito: "Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus" (Hb 10:12). A obra de Cristo concluiu todo o sistema sacrificial do Antigo Testamento e introduz uma melhor esperança de salvação (Hb 5:9).
O crente olha para o Antigo Testamento e observa como feliz ele é diante da ineficácia dos sacrifícios oferecidos pelos crentes do passado. Em Cristo, nosso melhor sacerdote, encontramos a perfeita provisão divina para preencher todas as nossas necessidades espirituais. Baseado no sacrifício de Jesus nos tornamos ousados na fé e, cobertos por seu sangue, entramos na presença de Deus para desfrutar de sua preciosa comunhão espiritual.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hebreus 9:11-15 O Poder do Sangue de Jesus!

Existe uma grande diferença entre os sacrifícios oferecidos no tabernáculo terreno e a importância do sacrifício perfeito de Cristo. Dentro do plano divino de redenção estava incluído o sangue de Jesus (At 20:28), somente ele tinha poder e valor diante de Deus para pagar nosso preço (1ª Pe 1:19); pois sem derramamento de sangue não havia redenção (Hb 9:22).
O sangue de Cristo, na presciência divina, já havia sido derramado por nós, antes da fundação do mundo (Ap 13:8). Isto revela o plano de Deus para nossa expiação. Os hebreus conheciam a expiação através dos sacrifícios de animais (Lv 4:26), mas agora lhes é apresentado Cristo, com um melhor e mais perfeito sacrifício (Hb 9:23).
A explicação dada aos hebreus apresenta a expiação com sangue de animais, purificando apenas o exterior (Hb 9:13). Para em seguida mostrar a realidade do sangue de Cristo: "Quanto mais o sangue de Cristo...purificará as vossas consciências das obras mortas..." (Hb 9:14). O testemunho de João mostra esta verdade, quando diz: "...e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1ª Jo 1:7). Por isso Hebreus diz: "Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé..." (Hb 10:22). Há poder no sangue de Jesus!
Redenção é compra. E quanto a redenção da alma, o preço é caríssimo (Sl 49:7,8). O pecado nos tornou devedores, de maneira que só a graça divina podia fazer algo por nós. Pedro portanto afirma: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis...que fostes resgatados...Mas com o precioso sangue de Cristo..." (1ª Pe 1:18,19). Foi necessário a vida de Cristo ser derramada diante de Deus em obediência perfeita, até à morte (Fp 2:8), pois sem derramamento de sangue não há remissão (Hb 9:22).
O resultado de toda obra expiatória de Cristo é a salvação eterna que Ele ganhou para nós: "Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação" (Hb 9:28). Bastou um único sacrifício e todo o problema espiritual do homem foi resolvido em Cristo, a vida eterna (Jo 10:28).
O sacrifício de animais era oferecido por sacerdotes imperfeitos, essa imperfeição era indicada pelo fato de que não podiam entrar a qualquer hora na presença de Deus, não podiam conduzir o adorador diretamente à presença divina e nem o povo a uma experiência espiritual com Deus. Em Cristo tudo se transforma, pois Ele nos abriu um novo e vivo caminho e nos conduziu por seu sangue à presença do Pai.
Em Cristo,

               Tarcísio Costa de Lima

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Hebreus 8:1-7 Jesus, nossa melhor Aliança!

O antigo sacerdócio precisava sofrer séria mudança e Deus, através de Moisés, já havia predito (Dt 18:15). A Lei, que era provisória, apenas preparava o caminho para a instituição do novo sacerdócio de Cristo. Isto traria a todo o povo uma melhor aliança da parte de Deus (2ª Co 5:19). Tudo aconteceu na plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher, nascido sob a Lei (Gl 4:4), para fazer conosco uma melhor aliança (At 20:28).
A aliança do Sinai, confirmada pelo povo (Ex 24:7,8), não pôde efetivar o propósito divino por causa da fraqueza do povo de Deus. A primeira aliança era uma medida temporária, com alvos limitados (Gl 3:24). O propósito divino era de estabelecer com seu povo uma melhor aliança (Ez 36:26,27). Para nós, a igreja, esta nova aliança é confirmada pela presença do Espírito Santo em nós (Jo 16:13,14).
A Lei impunha um padrão e condições acima da capacidade de obediência dos homens: "Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo" (Hb 8:7). Na verdade este primeiro pacto não oferecia medidas espirituais para que fosse cumprido. Foi através de Cristo que uma nova aliança foi realizada, estabelecendo-se a Igreja (Mt 26:28).
O autor aos Hebreus cita o pacto que foi profetizado por Jeremias (Jr 31:31-34) e salienta a importância dele para Israel: "Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto" (Hb 8:8). A promessa divina diz respeito ao futuro espiritual da nação, restaurando-lhe uma perfeita comunhão com Deus (Rm 11:26,27).
O propósito divino é que o homem seja transformado à semelhança do Filho de Deus (1ª Jo 3:2). Israel não alcançou tal mudança por desprezar Jesus (Jo 1:11). Mas a promessa divina está de pé: "Porque este é o concerto que depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei, e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo" (Hb 8:10). Certamente a fidelidade de Deus fará isto (Dn 7:9).
O velho concerto dependia da fidelidade do homem, o novo baseia-se na fidelidade de Cristo. Enquanto no velho pacto havia necessidade de muitos mediadores, no novo Jesus tornou-se nosso melhor mediador diante de Deus. Conhecedores destas verdades espirituais, devemos viver intensamente a vida cristã, pois Jesus é a garantia de uma melhor salvação.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hebreus 7:12-17 O Sacerdócio Eterno de Cristo!

As notas de Hebreus sobre Melquisedeque descobrem um homem até certo ponto ignorado. Ele apareceu para Abraão após a peleja que libertou Ló (Gn 14:18). Citado nos Salmos (Sl 110:4), ele reaparece em Hebreus para ilustrar o verdadeiro sacerdócio de Cristo. Assim como Abraão foi abençoado por Melquisedeque, somos também abençoados em Cristo, nosso perfeito e eterno sacerdote.
Certamente para um hebreu compreender a figura de Melquisedeque lhe era difícil. Isto entende-se pela dificuldade que tinha de digerir algo sólido (Hb 5:13). Por isso o autor sagrado coloca de maneira gloriosa a figura de Melquisedeque como um tipo de Cristo, o melhor e mais perfeito sacerdote.
Hebreus apresenta Melquisedeque saindo ao encontro de Abraão e o abençoando (Hb 7:1). Abraão era já nesta época, pela fé, o pai de Israel (Gn 13:15). Mas vindo de uma batalha, encontrou-se com um sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14:18). A benção de Melquisedeque representa a benção do próprio Deus, visto que ele era um homem de Deus. Hoje somos abençoados pela Palavra e por Jesus, nosso fiel e sumo sacerdote (Ef 1:3).
Melquisedeque aparece aqui como um tipo de Cristo por seus ofícios: "...rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é o rei de paz" (Hb 7:2). O escritor aos Hebreus descreve isto esperando que os crentes vejam em Cristo um rei de justiça e paz (Is 32:17). Isto fala também de suas manifestações: a primeira, Ele veio para cumprir a justiça de Deus (Mt 3:15); a segunda, Ele veio trazendo a paz a este mundo (Is 9:6,7).
A descrição do autor divino apresenta Melquisedeque desprovido de qualquer descendência sacerdotal, ele recebeu sua autoridade do próprio Deus: "Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre" (Hb 7:3). Isto nos dá a garantia de um sacerdócio e salvação eternos.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hebreus 6:9-15 A base espiritual da vida cristã!

Destaco neste artigo a necessidade de uma lealdade total a Cristo, visto que podemos negá-lo como fez Pedro (Mt 26:74,75). Para que isto jamais aconteça, o crente deve estar arraigado na verdadeira doutrina e produzindo o fruto de sua total conversão ao Senhor. Para isto contamos com os exemplos dos homens de Deus do passado, que foram fiéis e, mesmo em meio às lutas e dificuldades, venceram pela fé e paciência (Hb 6:12). O Senhor portanto espera de cada um de nós o mesmo cuidado até o fim, para que possamos ganhar o inteiro galardão.
A vida espiritual necessita de uma base sólida, que é a Palavra de Deus. O crente deve lançar fora toda e qualquer influência do passado sobre sua vida presente em Cristo (Hb 6:1). O autor sagrado, dirigindo-se aos Hebreus, enfatiza a importância da verdadeira doutrina como alicerce espiritual do verdadeiro cristão.
É desejo de Deus que alcancemos a perfeição espiritual concernente  as coisas divinas: "Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição..." (Hb 6:1). Para isso, devemos passar a uma nova fase na vida espiritual, através do crescimento constante (Ef 4:15). O apóstolo Paulo nos ensinou o segredo desse crescimento, quando escreveu aos Filipenses (Fp 3:13,14).
O autor aos Hebreus relata os ensinos que não deveriam mais ocupar o tempo daqueles crentes, visto que já os tinham aprendido no passado (Hb 6:1-3). O crente precisa aprender a renovar sua mente, através da Palavra de Deus (Rm 12:2), meditando nela conforme nos ensina o registro sagrado (Sl 1:2). Este foi o segredo do sucesso de Josué e de outros servos de Deus no passado (Js 1:8).
A mensagem que o Espírito Santo, através do autor passa aos crentes hebreus, é uma séria advertência para nós ainda hoje (Hb 6:4-6). Há muitas idéias acerca deste assunto, mas devemos ficar com o ensino bíblico para que em tempo algum venhamos a cair da graça e negar o Filho de Deus. O apóstolo Pedro também nos adverte sobre tal situação, dizendo que o último estado é pior do que o primeiro (2ª Pe 2:20-22).
A vida cristã se fundamenta em verdades espirituais registradas na Bíblia, a Palavra de Deus. Nela o crente encontra promessas feitas por um Deus imutável, que não pode mentir e que nos assegura sua própria pessoa como juramento. Isto dá ao crente segurança para caminhar e repartir os propósitos divinos com outras pessoas que ainda não os conhecem. Assim o crente vai produzindo fruto e glorificando a Deus em sua vida.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Pr Tarcisio Lima - DEMU 5 anos 2/2


Aniversário do Departamento de Música da Ass. de Deus Feira VI em Feira de Santana - BA.

Pr Tarcisio Lima - DEMU 5 anos 1/2


Aniversário do Departamento de Música da Ass. de Deus Feira VI em Feira de Santana - BA.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hebreus 5:1-8 Cristo, o Sacerdote Perfeito!

O povo de Deus no passado viveu intensamente o período sacerdotal, pois através dos sacerdotes se dirigia a Deus e oferecia seus sacrifícios e ofertas. Tudo isto era realizado por homens frágeis e perecíveis, que descendiam de Arão (Hb 5:1). Hebreus destaca para os crentes a figura de Jesus como o sacerdote perfeito que, apesar de sua humanidade, apresentou-se ao Pai como a verdadeira oferta de sacrifício.
O ministério sacerdotal foi instituído por Deus para que houvesse diante de si um intercessor a favor dos homens. Para isto, Deus escolheu Arão e seus filhos (Êx 28:1). Era também dever dos sacerdotes oficiarem as cerimônias de sacrifício e de ofertas (Lv 2:1) e, entre outros, abençoar o povo (Nm 6:23-27). Em Cristo todos estes ofícios foram cumpridos, pois Ele tornou-se nosso sumo sacerdote celestial (Hb 4:15).
Ao separar homens para sua Obra, Deus sempre escolheu os fiéis (1º Sm 2:35). Dirigindo-se aos filhos de Israel, Deus dá testemunho da fidelidade de Moisés (Nm 12:7). Somente um homem fiél serviria aos propósitos divinos para exercer o sacerdócio (Hb 5:1). Ainda hoje é necessário fidelidade para exercer o ministério da Casa de Deus (1ª Co 4:1,2).
Dentre as qualidades necessárias para o sacerdócio destaca-se a compaixão: "E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados..." (Hb 5:2). Jesus demonstrou esta grande qualidade entre o povo: "Tenho compaixão da multidão..." (Mc 8:2). Este mesmo Jesus se compadece de nós, hoje, pois Ele em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4:15).
A expressão "também por si mesmo fazer oferta" (Hb 5:3) significa que Deus escolheu homens sujeitos ao pecado para exercerem o sacerdócio. Era necessário apresentar-se primeiro diante de Deus, expiar seus pecados, e depois oferecer sacrifício pelo povo (Lv 16:11-14). Jesus, para cumprir o propósito divino, tornou-se pecado por nós e justificou-nos diante de Deus (2ª Co 5:21). O apóstolo Paulo reconhecia que mesmo sendo perseguidor da igreja, Deus o escolheu, salvou e fez dele um sacerdote do seu altar (1ª Co 15:8-10).
A comparação entre o sacerdócio levítico e o de Cristo mostra-nos a grande diferença que existe entre ambos. O sacerdócio exercido por Arão passou, mas o de Cristo permanece no céu. Para compreendermos estas verdades, precisamos nos aprofundar na Palavra de Deus e dela extraírmos todo o ensino necessário ao nosso crescimento espiritual. O desejo do Senhor é que, crescendo em Cristo, alcançaremos maturidade espiritual para discernir tanto o bem quanto o mal, em meio a tantas doutrinas que surgem a cada dia.
Em Cristo,

               Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Hebreus 4:1-7 O Repouso Prometido!

Desde o início, Deus ensinou ao seu povo a importância do repouso (Gn 2:2). Para Israel ele tinha um significado especial, pois era um dia dedicado ao Senhor (Dt 5:12-15). Era também um sinal para lembrar aos israelitas, que eles não eram mais escravos no Êgito. Canaã seria o lugar ideal preparado por Deus para este descanso. Infelizmente, Israel falhou e perdeu a oportunidade de descansar.
Repousar para Israel significava descansar da longa caminhada no deserto rumo à Canaã. Era um repouso prometido por Deus (Gn 15:13-16) a Abraão, Isaque e Jacó (Gn 28:4). Repouso para Israel era desfrutar da terra que manava leite e mel (Êx 3:8). Para alcançar tal promessa, Israel precisava tão somente obedecer ao Senhor (Dt 27:10). O exemplo de Israel serve de ensino para a igreja do Senhor, pois obedecendo-o iremos descansar nas mansões celestiais (Jo 14:2).
O autor da epístola aos Hebreus fala-nos de seu temor sobre o repouso: "Temamos, pois que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que alguns de vós fica para trás" (Hb 4:1). Ele teme que alguns de nós desprezemos a Palavra do Senhor e fiquemos para trás (Hb 10:38). Este repouso, que para o crente significa entrar na pátria celestial (Fp 3:20), jamais pode ser rejeitado.
Nossa atenção é despertada para a Palavra que foi pregada, para que jamais desprezemos tal promessa: "Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram" (Hb 4:2). Israel, infelizmente, não misturou a fé na palavra e perdeu a benção, mas cabe à igreja, para entrar no descanso de Deus, exercer fé na Palavra, pois só assim as promessas divinas se tornarão realidade em nossas vidas (Hb 4:3).
Ao concluir sua obra, Deus descansou (Gn 2:2). O sétimo dia de Deus ficou como uma promessa para nós que, após nosso trabalho na Obra do Senhor, descansaremos com Cristo (1ª Co 15:28). Quando o crente é chamado pelo Senhor, a Bíblia afirma que ele descansa de seus trabalhos e suas obras o seguem (Ap 14:13). O apóstolo Paulo desejou este descanso (Fp 1:23), mas só o encontrou no final de sua carreira (2ª Tm 4:6-8).
Diante de tantas lutas e trabalho, o crente espera ansiosamente desfrutar do merecido descanso eterno com Cristo. Esta esperança está baseada nas promessas de Deus e na garantia do nome precioso de Jesus. Resta-nos portanto, crer e esperar o dia maravilhoso de sua vinda, quando estaremos para sempre com Ele e descansaremos de todo o labor humano, para adorarmos juntos ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Hebreus 3:1-4,7,8,12 Cristo, exemplo de fidelidade!

A maneira como a Bíblia apresenta Jesus é gloriosa. Ela compara os líderes do Antigo Testamento e seus trabalhos à obra redentora de Cristo. Moisés nos é apresentado como alguém que edificou sua casa, mas Cristo edificou uma casa espiritual, que é a igreja. Os exemplos do povo de Israel servem de aviso para nós que desejamos um repouso eterno em Cristo Jesus. Para que alcancemos todas as promessas não podemos dar lugar à incredulidade.
Jesus veio a este mundo com uma missão: salvar os pecadores (1ª Tm 1:15) e interceder por nós diante de Deus como um sacerdote fiel (Jo 17:9). Graças à sua fidelidade, fomos alcançados por sua obra redentora no Calvário. Hoje, Jesus está a destra do Pai e intercede por nós, por isso podemos chegar com confiança ao trono da Graça, alí está um sacerdote fiel à sua missão (Hb 4:15).
O escritor aos Hebreus exorta aos cristãos para considerarem Jesus como o fiel sacerdote de nossa confissão: "Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão" (Hb 3:1). O contexto deste versículo fala de fidelidade e nos apresenta Jesus como um fiel sacerdote sempre pronto a interceder por nós (Hb 2:18).
Ao apresentar a fidelidade de Cristo, o autor da epístola aos Hebreus destaca também a fidelidade de Moisés: "Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa" (Hb 3:2). Moisés recebeu testemunho do próprio Deus por sua fidelidade (Nm 12:7) e tem sido um exemplo para nós até hoje. Devemos portanto imitá-lo para também recebermos a aprovação da Senhor (Mt 25:21).
Por sua fidelidade Jesus nos salvou e nos tornou casa espiritual: "Mas Cristo, como Filho sobre a sua própria casa, a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim" (Hb 3:6). O apóstolo Pedro dá testemunho desta grande obra espiritual de Deus em nós, por Cristo, afirmando que somos casa espiritual para oferecer sacrifícios agradáveis a Deus (1ª Pe 2:5).
Em todo tempo Jesus é nosso modelo de fidelidade. Ainda que sejamos infiéis Ele permanece fiel (2ª Tm 2:13). A fidelidade de Cristo deve nos estimular a viver intensamente a vida espiritual, crendo que aquele que prometeu é poderoso para cumprir (Rm 4:21). O exemplo de Israel nos mostra claramente que a incredulidade é uma grande pedra de tropeço na vida do povo de Deus. O salmista disse: "O Senhor busca os fiéis da terra" (Sl 101:6).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Hebreus 2:9-15 A superioridade de Jesus!

Hebreus é uma carta de advertência. Somos advertidos a não negligenciarmos uma tão grande salvação e o escritor destaca que os antigos, por não obedecerem à Palavra de Deus, sofreram o justo castigo. Entretanto é maravilhoso saber que o nosso Jesus é superior a todas as situações espirituais que possam surgir em nossa vida. Seu último inimigo, que é a morte, já está derrotado.
O Espírito Santo usando o escritor aos Hebreus nos adverte acerca da importância da salvação, dizendo: "Portanto convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas" (Hb 2:1). Vivemos constatemente o perigo de nos desviarmos do caminho da salvação, se atentarmos com diligência para os ensinos acerca deste tão grandioso assunto.
Desde o Éden a desobediência foi punida, trazendo consequências terríveis para o ser humano (Gn 3:24). Já nos dias de Noé, o dilúvio veio como resultado da grandiosidade do pecado (Gn 6:13). E, assim, desde o início o homem vem sofrendo por sua desobediência à voz de Deus (Ez 18:20). Isto confirma a palavra dada aos Hebreus que diz: "...toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição" (Hb 2:2).
Só há um meio de escape preparado por Deus para o mundo transgressor: a salvação em Jesus (1ª Tm 2:5). Na carta aos Hebreus esta salvação assume uma proporção grandiosa, pois é chamada de "tão grande salvação" (Hb 2:3). Este fato é destacado por ser anunciado pelo próprio Senhor (Mc 1:14,15). Jesus mesmo disse: "Porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento" (Mt 9:13).
A salvação sempre foi acompanhada de milagres, pois o primeiro grande milagre acontece no momento da salvação, o novo nascimento (Jo 3:3). O ministério de Jesus foi cheio de milagres (Mt 8:16) e Ele mesmo disse: "E estes sinais seguirão aos que crerem..." (Mc 16:17). Portanto, o escritor aos Hebreus destaca: "Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas..." (Hb 2:4). Ainda hoje estes sinais e milagres podem acontecer em nosso meio, é necessário crer no Senhor Jesus e usar o poder de sua Palavra.
A maneira gloriosa como Cristo humanizou-se e se entregou por nós, nos estimula a perseverar nesta tão grande salvação que Ele conquistou com o sacrifício do calvário. Alí, a morte e o diabo foram vencidos para glória de Deus. Entretanto, a fragilidade humana tem levado até mesmo servos de Deus a tropeçarem e caírem diante de tão grande graça. Mas firmados na fé e confiados na Palavra de que Jesus tornou-se nosso sumo sacerdote, podemos ir até Ele na confiança de que seremos ajudados.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

Hebreus 1:1-8 A excelência de Cristo!

A epístola aos Hebreus nos apresenta Jesus superior a todas as coisas. A palavra chave é "melhor", isto porque em Cristo temos todas as coisas melhores e superiores que no Antigo Testamento, com suas leis e ordenanças. A grandeza do Filho de Deus nos é apresentada logo do início da epistola, revelando sua superioridade a todas as coisas que foram criadas.
Como nos Evangelhos, Hebreus também revela o Filho de Deus, seu caráter e sua natureza divina, pois Ele é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14). Como no evangelho de João, Hebreus apresenta Jesus como o criador de todas as coisas (Jo 1:3; Hb 1:2), sustentando-as com a palavra do seu poder (Hb 1:3).
A epístola aos Hebreus nos apresenta uma revelação gradativa de Deus: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho" (Hb 1:1). Passo a passo Deus foi se revelando até que chegou a nós, através de Jesus. O Filho tornou-se a plena revelação da vontade do Pai, falando aos homens acerca de seu grandioso plano da salvação (Jo 5:20).
A revelação dada aos Hebreus apresenta um Jesus herdeiro de todas as coisas (Hb 1:2). Herdou na qualidade de Filho e nos tornou nEle participantes de sua herança: "E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo..." (Rm 8:17). Isto mostra que somos agora participantes de todas as bençãos espirituais em Cristo (Ef 1:3).
Jesus não é apenas o Criador de todas as coisas (Jo 1:3), mas também o sustentador: "O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas, pela palavra do seu poder..." (Hb 1:3). Estas expressões demonstram a grandeza do Filho de Deus e seu grande poder, não apenas sobre a criação, mas sobre todo propósito divino (Ef 1:10).
As declarações bíblicas acerca de Jesus nos animam a crer mais nele como Senhor e Salvador e confiar em seu grande poder sobre todas as coisas, principalmente sobre nossos inimigos, pois Ele é o mesmo para sempre.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Minha opinião sobre oração nos montes!

Meus irmãos, quanto a cultos em montes, tenho sim objeções. Não só em relação a montes, pois, em cidades brasileiras desprovidas de montes, o povo ora no meio do mato mesmo! Não sei se você sabe, mas o mormonismo, de Joseph Smith Jr., começou quando esse homem estava orando no meio do mato! Um anjo chamado Morôni se apresentou e... Bem, lugares assim costumam reunir pessoas voltadas ao misticismo, desprovidas de discernimento espiritual, sendo presas fáceis de espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1 Tm 4.1; Gl 1.8).
Moisés esteve na presença do Senhor no monte, que fumegava enquanto ele com Deus falava, como lemos em Êxodo 19. Isso sim é sobrenaturalidade! Jesus orava no monte também. E, na Transfiguração (e somente nesse caso), houve uma manifestação sobrenatural (Mt 17.1-13), embora nada comparável a supostos gravetos incandescentes...
Por outro lado, quais dos apóstolos oravam no monte? Para onde Pedro e João estavam indo, na hora da oração? Ao templo (At 3.1). Onde Pedro estava orando quando o Senhor lhe deu uma visão acerca da evangelização dos gentios? No terraço de uma casa (At 10.9). Nota-se que já nos tempos da igreja primitiva não se orava em montes.
Mas, por que o Senhor Jesus orava no monte? Porque queria ficar a sós com o Pai (Mt 14.23; Lc 9.18), e isso não seria possível na casa de alguém, devido ao assédio do povo, nem nas sinagogas, onde Ele era persona non grata (Lc 6.12; 22.44). Observe, porém, que Ele também orava em lugares desertos, não necessariamente em montes (Lc 5.16). E que não realizava cultos em lugares assim; Ele apenas fazia isso para ficar a sós com o Pai.
Jesus orava nos montes e lugares desertos porque não havia na época templos como os de hoje. Mas Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13). E também afirmou: “... quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai...” (Mt 6.6).
Não chega a ser uma heresia orar em montes, vales ou no meio do mato. Mas, se não houver segurança, fazer isso é tentar ao Senhor. O crente que tem comunhão com Deus sabe que o Senhor ouve a sua oração no templo, em casa e em qualquer lugar (Mt 18.20; 1 Tm 2.8). Se houver um monte seguro, que não ponha em risco a integridade física dos freqüentadores, não vejo problema em freqüentá-lo. Agora, essa história de que os gravetos pegam fogo em cima do monte é misticismo puro!
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Igreja e suas finalidades!

A Igreja não existe para fins políticos.


Organizações humanas podem e devem cuidar disto, menos o povo que Deus escolheu para celebrar Sua glória e exaltar Sua majestade.
A Igreja não existe para fins comerciais.
Sua destinação não é tornar-se uma empresa com fins lucrativos, uma administradora de assuntos desta Terra.
A Igreja não existe para fins comerciais e/ou financeiros.
Ela não é um Banco para se ocupar em administrar fundos de pensão, ações da Bolsa de Valores ou empréstimos pessoais ou coletivos.
A Igreja não existe para substituir o Governo.
Universidades, Escolas, hospitais, creches, asilos, casas de misericórdia são coisas muito boas e necessárias, mas Jesus não criou a Igreja para executar essas tarefas.
A Igreja não existe para promover shows beneficentes, espetáculos folclóricos, exposições de arte ou algo parecido.
A Igreja existe para adorar a Deus em espírito e em verdade, sobrepondo-se a todas as formas levianas, lineares e superficiais de religiosidade e de crendice popular.
A Igreja existe para evangelizar o mundo perdido e apontar-lhe o caminho para as grandes transformações que somente Deus pode realizar.
A Igreja existe para fazer eventos evangelizantes que atraem as massas ou pequenos grupos e lhes oferecem condições de vida superior, através da regeneração e da consagração de vidas.
A Igreja existe para demonstrar o poder sobrenatural de Deus, quer para salvar, quer para curar, quer para restaurar.
A Igreja existe para atrair a glória de Deus, que a faz tornar-se sal da terra e luz do mundo.
Se você não evangeliza, meu irmão ou minha irmã, qual é o seu papel na Igreja?
Se você não traz pessoas para ouvirem a Palavra de Deus, qual é a sua participação no crescimento do Rebanho de Cristo?
Se você não fala de Cristo para as outras pessoas, quem fará isto em seu lugar?
Sejamos Igreja verdadeira, genuína, atuante, ocupada, disposta, determinada e comprometida com os verdadeiros propósitos de Deus.
Em Cristo,

                 Tarcísio Costa de Lima



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A Ética Cristã nos Relacionamentos!

A pessoa que aceita Jesus como seu Salvador tem a sua maneira de agir totalmente modificada, pelo fato de, com o novo nascimento, tornar-se uma nova criatura, que passa a atuar de maneira diferente e a frequentar ambientes também diferentes. No dizer de Paulo, o cristão é uma carta lida pela sociedade: "Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens". E ainda: "Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo" (2ª Co 3:2,3).
Uma série de fatores atua no ser humano e dá motivo para que a pessoa venha agir ou reagir desta ou daquela maneira. Estes agentes atuantes podem ser de natureza interna, isto é, partindo do próprio indivíduo, como também pode ser de natureza externa, partindo de estímulos ambientais. Seja de uma ou de outra forma, o homem tem sempre condições de reagir ao estímulo com uma resposta que é o seu comportamento, através do qual ele ficará conhecido no seu meio ambiente (Pv 12:8).
O livre-arbítrio é a liberdade de escolha. Ele pode preferir o obedecer ou o desobedecer a Deus, através de suas palavras, de seus atos, de suas ações. Entretanto, deve ser notado que liberdade implica em responsabilidade. O mesmo Deus que criou o homem, dotando-o de livre-arbítrio declarou que do uso dessa liberdade dependeria a sua felicidade (Dt 30:19; Gl 5:13).
O verdadeiro cristão procura comportar-se de maneira a agradar a Deus. Por essa razão, procura ser um imitador de Cristo, pois sabe que o mundo e a igreja são dois grupos distintos. O mundo está sob o domínio de Satanás (Jo 12:31); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5:23,24; Ap 21:2). Amar o mundo significa dedicar-se aos seus valores, interesses e prazeres. Significa ter satisfação naquilo que ofende a Deus.
O cristão deve ser íntegro tanto em suas ações (Mt 12:33; Rm 6:22) como em suas palavras (Cl 4:6; Mt 5:37). Cabe ao mesmo, andar com sabedoria e ter uma palavra sempre agradável e temperada. A conversa do crente deve ser cativante, amável e graciosa. Os filhos de Deus devem ter uma linguagem originada na graça de Deus e marcada pela pureza (Ef 4:29). Linguagem e atitude indecentes podem se tornar em hábitos tão arraigados que estouram subitamente em circunstâncias inesperadas (Mc 14:71).
A Bíblia é o único livro que tem por autor o próprio Deus. Ela é um instrumento útil para ensinar o homem a comportar-se de maneira correta em relação a Deus, ao seu próximo e até com relação a si mesmo. A pessoa que aplica os ensinamentos da Palavra de Deus à sua vida profissional, certamente terá um comportamento exemplar. Esse equilíbrio moral é o que conduz a vida a uma existência mais feliz, porque a Bíblia prevê uma vida de bom comportamento, de pureza, se santidade (Sl 34:12-14).
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Ética Cristã e o Trabalho!

Neste artigo abordarei a nossa relação ética com o nosso trabalho de modo geral, tendo em vista que o nosso comportamento como cristãos é fundamental para brilhar nesse mundo. Cristo está interessado em tudo que acontece conosco, inclusive com o nosso sustento. Como a finalidade de Deus para o homem é a realização perfeita deste e conhecendo a sua própria criatura, o Senhor providenciou também o trabalho como forma de alcançar o seu desejo.
Quando o Senhor estabeleceu todo o jardim do Éden, deu ao homem um trabalho específico: cuidar de toda a natureza (Gn 1:28-30). A vantagem é que o alimento já estava alí pronto. Não havia necessidade de arar a terra, plantar e aguardar a ceifa (V.29). Não precisava derramar suor do rosto para poder se alimentar. A terra e a natureza cooperavam com o homem para prover o seu sustento de forma agradável.
O trabalho satisfaz necessidades físicas e emocionais. Também do fruto do trabalho, o homem alimenta a si e sua família, além de obter proteção através de moradia e atender outros interesses. Também oferece oportunidade de o homem desenvolver sua criatividade, vocação e talento. Além disso, o trabalho é necessário tanto para atingir objetivos próprios quanto para os outros. Não é só uma satisfação plena pessoal, mas também de utilidade para o próximo (Pv 13:11; Ec 5:9; 2ª Ts 3:8).
Por ter a visão que ultrapassa valores pessoais, o cristão faz do seu trabalho uma expressão prática de seu amor aos outros. Os interesses pessoais estão aquém dos da comunidade (2ª Co 11:9). Este é o pensamento de Deus para os seus, porém vivemos numa sociedade edificada sobre estruturas iníquas, em que o outro só é visto como competidor ameaçando nosso lucro maior (Fp 2:3,4). Infelizmente, muitos cristãos, com todas as características de bons religiosos, se acomodam às iniquidades e passam a agir como se tudo fosse normal e os valores fossem outros.
Só se conhece o talento de alguém, quando manifestado. É impossível conhecer uma linda voz sem que a pessoa abra a sua boca e cante. É pelo uso das habilidades que vamos conhecendo nosso semelhante com suas capacidades: "Somente somos capazes de reconhecer as habilidades e a grandeza de nossos semelhantes, quando se expressam no trabalho que fazem" (1ª Tm 4:14).
O trabalho, o salário, as decisões são bençãos do Senhor para o nosso crescimento pessoal. Quando assim entendemos, desfrutamos de cada uma delas com mais alegria e vontade de ser cristãos úteis ao próximo e à causa do nosso Deus. Por meio do nosso trabalho podemos mostrar as bençãos do Senhor a muitas pessoas. Essa é mais uma forma atarvés da qual podemos exercer o nosso sacerdócio em nome de Jesus Cristo. Você já pensou que através do seu trabalho você faz parte da estratégia de Deus para transformar este mundo?
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima

A Ética Cristã na Cidadania!

O Novo Dicionário Aurélio define "cidadão" como o indivíduo no gozo dos direitos civís e políticos de um Estado, ou no desempenho dos seus deveres para com este, e cidadania como qualidade ou estado de cidadão. A questão da cidadania nem sempre tem sido vista com atenção pelos crentes. Talvez porque lhes falte maior conscientização sobre o assunto. O fato é que ao relegar a discussão do tema a um segundo plano, deixamos de abrir canais importantes para o cumprimento de nossa missão cristã. Os deveres e direitos do cidadão, conforme preconizados pela Constituição Brasileira, oferecem amplas condições para vivência, testemunho e proclamação das verdades bíblicas.
A Bíblia aborda o tema cidadania. As verdades bíblicas acerca do valor do homem, como ser criado por Deus, dotado de inteligência e livre arbítrio estão perfeitamente estabelecidas nas Escrituras Sagradas (Gn 2:15-17). Embora os termos "cidadão" e "cidadania" não apareçam no texto sagrado, têm tudo a ver com a mensagem bíblica, que nos oferece belos exemplos de como o "outro" pode e deve ser valorizado e respeitado em sua individualidade (At 22:25-29).
O Estado de Direito é o regime que deve nortear todas as iniciativas nacionais de acordo com a Constituição Brasileira. Este "direito" se fundamenta na soberania do país, na cidadania das pessoas que vivem nesse país, na dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e no pluralismo político. A Bíblia, como nossa "Constituição Divina", também nos garante direitos soberanos como cidadãos dos céus (Ef 2:19).
Ir e vir é um direito assegurado a toda e qualquer pessoa, seja em que lugar ela estiver em todo o território nacional, desde que o país esteja desfrutando de paz e sobre ela não pese qualquer ordem judicial restritiva nem esteja em flagrante de delito. Embora não seja explícita em relação ao assunto, a Bíblia trata da capacidade individual do ser humano de escolher o seu próprio caminho, mesmo, muitas vezes, contrariando a vontade de Deus (Is 55:8,9; Rm 14:12; 1ª Co 6:12; 10:23).
A idéia embutida no Direito de Igualdade perante a Lei é a da condenação de qualquer discriminação. O fato é que nenhuma restrição pode ser feita a quem quer que seja "em razão da sua condição pessoal, econômica ou social; das suas condições de sexo, idade, raça ou naturalidade; das suas condições de consciência política, credo religioso ou convicção filosófica". Sobre este tema, a Bíblia é bem explícita, ao ordenar a não se fazer acepção de pessoas e ao condenar a discriminação (Dt 16:19; Rm 2:11; Ef 6:9; Cl 3:25).
Diante do exposto acerca dos direitos e deveres do cidadão, e suas implicações para a vida do cristão, somos desafiados a trabalhar em prol da efetivação da justiça em nosso país; divulgar os direitos e deveres da cidadania; reconhecer os direitos dos outros e a cumprir nossos deveres. Devemos colocar em prática esses mandamentos, pois Jesus nos ensina a amar a Deus e ao próximo. Quem os pratica, exerce a cidadania e frutifica na sua relação com a sociedade.
Em Cristo,

               Tarcísio Costa de Lima 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Ética e a Responsabilidade Social do Cristão!

O Novo Testamento define a Igreja, como o corpo de Cristo (Ef 1:22,23). Dessa forma, tudo o que a Bíblia ensina acerca da pessoa de Jesus Cristo deve ser aplicado à Igreja como expressão completa de sua própria imagem. Esta imagem é refletida através de nossas ações na área social para os necessitados. Os filhos de Deus devem ser generosos, pois é uma das qualidades do cristão, que expressão em suas vidas a graça do Senhor Jesus. A Igreja, portanto, é o canal de Deus para abençoar todas as pessoas que precisam de ajuda.
O homem é responsável por seu próximo (Lv 19:18). Isto é claramente ensinado nas Escrituras. O que aparentemente não é óbvio a alguns cristãos, é que esta responsabilidade, no aspecto social se some às espirituais (Gl 6:10). O mandamento das Escrituras apóia a posição de que o dever do cristão para amar inclui as dimensões sociais, bem como as espirituais do amor (1ª Co 13:3).
Aprendemos, desde o princípio com Caim e Abel (Gn 4:9), a questão da responsabilidade. A resposta de Caim é um sinal claro que Deus o responsabilizara por seu irmão Abel. Na Lei, o Senhor responsabilizou-nos pelos cuidados uns dos outros (Lv 19:32-34). A responsabilidade dos homens pelos outros, mediante um governo, é vista no decurso do restante da Bíblia (Dn 4:17; Rm 13:1-7).
A responsabilidade não é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem em prol dos outros (3ª Jo 2). O ensino do Antigo Testamento torna o homem responsável por amar seu próximo como a si mesmo. Jesus disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22:39). Por isso, devemos atentar para a regra áurea da Bíblia (Mt 7:12).
O que os cristãos às vezes não percebem, é o fato de que a responsabilidade de amar às outras pessoas se estende à totalidade da pessoa (1ª Jo 3:17,18). Ou seja, o homem é fundamental para o bem-estar deste mundo (Ef 5:28,29). E, como residente desta limitação do tempo e do espaço, o homem tem necessidades físicas e sociais que não podem ser isoladas das necessidades espirituais (Mt 14:14,16).
A Bíblia ensina que devemos amar ao próximo como a si mesmo, isto é, a todos indistintamente. Isto subentende que a pessoa deve amar de tal maneira que beneficie o maior número de pessoas possível, não apenas seus vizinhos imediatos. Quando o amor é distribuido desta maneira, entre o maior número possível de pessoas, torna-se um ética social construtiva. Sem isto, pode tornar-se um projeto destrutivo. Porque nesta eventualidade, nem todos receberiam uma quantidade relevante de amor. O verdadeiro amor é contagioso.
Em Cristo,

                 Tarcísio Costa de Lima

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Ética Cristã no aconselhamento pastoral!

As pessoas necessitam de valores e sentidos sadios para serem sadias. A epidemia de confusão moral e distorção de valores existentes em nossa sociedade é a sementeira na qual se criam muitos dos problemas que atingem as pessoas, levando-as a buscarem aconselhamento e terapia. Muitas pessoas que procuram assistência pastoral para problemas pessoais sofrem de consciências distorcidas. Muitas vezes, elas não estão conscientes das raízes éticas de sua dor. Em nossa sociedade, os líderes cristãos precisam desenvolver aptidões eficazes para guiar as pessoas através dos valores éticos centrados na Bíblia Sagrada (Sl 119: 9-16).
Ajudar as pessoas a avaliar seus valores e seu estilo de vida, de cura e restauração, constitui o cerne do processo de maturação. A Igreja é chamada a ser uma comunidade de orientação e formação moral.
O papel dos líderes é ajudar a criar os valores normativos de conduta e contribuir com o amadurecimento da congregação através do aconselhamento. A sabedoria bíblica sobre valores éticos e saúde moral constituem-se uma parte inestimável dos subsídios referentes ao processo de tomada de decisões no aconselhamento. É triste, mas é verdade que, "na estrutura e no rítmo da vida de modernas congregações, não há lugar onde se esperar uma discussão séria sobre o estado de nossa alma" (Ez 34:4; Pv 24:11,12).
A culpa gerada por alienação do próximo é uma forma de problema humano com que o ministério pastoral tem tido uma familiaridade mais longa e profunda. Em parte por insistir em que relacionamentos humanos rompidos implicam uma ruptura no relacionamento do homem com seu Criador (Is 59:2). O ministério local deve tratar a necessidade humana de reconciliação com muita seriedade (Ec 12:13). A função de reconciliar, combinada com a de curar é a melhor esperança para uma igreja que anseia por uma maior transformação (2ª Co 5:18,19).
Infelizmente, muitos conselheiros cristãos não levam a culpa tão a sério quanto justificam seus efeitos destrutivos. Ao rejeitar o moralismo legalista como destrutivo e não-cristão, os líderes devem descobrir quais os métodos eficazes para resolver o problema da culpa e ajudar as ovelhas a desenvolver consciências sadias e construtivas (Sl 32:1-11; Hb 13:17). É imperativo que assim façam, pois um sentimento de culpa segue muitos crentes como uma sombra, quer ele o saiba, quer não. A culpa é, certamente, o fator cruscial nos problemas de muitas das pessoas que procuram ajuda pastoral (Sl 51:1-10).
As igrejas têm a responsabilidade de cuidar dos crentes, de fazê-los discípulos, alimentá-los com a Palavra e protegê-los: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue" (At 20:28). Deste modo, o aconselhamento deve fazer sempre parte do exercício ministerial.
Em Cristo,

                Tarcísio Costa de Lima